Setor produtivo está otimista com as novas regras trabalhistas do país

Publicado em 13/11/2017 12:30h

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Setor produtivo está otimista com as novas regras trabalhistas do país

Sancionada pelo presidente Michel Temer em julho, a Reforma Trabalhista entrou em vigor a partir de 11 de novembro (sábado). Na opinião do setor produtivo, ela deverá trazer mais investimentos para o desenvolvimento da economia e geração de postos de trabalho, entre outras vantagens, sem retirar nenhum dos direitos dos trabalhadores, como férias e 13º salário.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), José Conrado Santos, que participou diretamente das discussões sobre o tema em Brasília, explica que a Reforma vai trazer maior flexibilização na relação do empregador com o empregado, ao propor mudanças como a possibilidade do trabalhador realizar sua atividade em casa, poder escolher tirar seus 30 dias de férias em etapas ou reduzir seu horário de intervalo de almoço. “O Brasil registra hoje 13 milhões de desempregados. Com a aprovação da Reforma, acreditamos que esses números do desemprego no País possam reduzir e que os empresários voltem a investir”, opina.

O presidente da FIEPA lembra ainda que uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o IBOPE, constatou que o brasileiro quer mais liberdade para negociar rotinas de trabalho flexíveis. “Essa pesquisa confirma nosso ponto de vista: mais de 80% dos entrevistados afirmaram que gostariam de poder trabalhar de casa, enquanto 73% expressaram a vontade de poder definir a própria jornada de trabalho”, acrescenta.

 José Conrado Santos explica que a Consolidação das Leis Trabalhistas, de 1943, não acompanhava o mundo do trabalho atual, portanto, diz ele, é muito importante que essa modernização na legislação ocorra de fato para acompanhar as mudanças ocorridas ao longo do tempo e traga segurança jurídica, especialmente ao permitir a flexibilização da relação do empregado com o empregador. “Hoje esse diálogo não ocorre a partir do entendimento das duas partes, e sim do que é possível fazer sem que se gere insegurança jurídica”, finaliza o presidente.

SISTEMA FIEPA - Portal da Indústria Paraense
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