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Pará tem potencial para ampliar relações comerciais com a França

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Setores como agroindústria, saúde, inovação, infraestrutura e energias renováveis demonstram o potencial do Brasil para aumentar as relações comerciais com a França de acordo com os debates que estão sendo realizados no Fórum Econômico Brasil-França, que começou nesta segunda-feira (21) em Paris. “Dentro deste contexto favorável, o Pará tem amplas oportunidades para trabalhar o intercâmbio comercial e atrair investimentos em setores como energia, infraestrutura e logística, considerando o programa de parceria e investimentos, anunciado pelo governo federal”, comentou o presidente do Sistema Fiepa, José Conrado Santos.

A reunião do Fórum foi promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e sua congênere Movimento das Empresas da França (Medef). O grupo de industriais brasileiros é liderado pelo presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. A iniciativa tem o objetivo de fortalecer as relações dos dois países e também com a própria União Europeia. Também participaram do encontro lideranças governamentais brasileiras, como o ministro do Desenvolvimento, Marcos Pereira, e empresários franceses.

Dados da balança comercial mostram que é possível aumentar o volume de negócios com o país europeu. Em 2011, o Brasil embarcou para a França mais de US$ 4 bilhões. No ano passado, as exportações caíram para US$ 2,25 bilhões. Enquanto isso, as importações brasileiras do país europeu, que chegaram a ser de US$ 6,5 bilhões em 2013, fecharam o ano de 2015 com US$ 4,5 bilhões.
No encontro de Paris também foi debatida a ampliação dos esforços, visando ao aumento do acesso de empresas brasileiras ao mercado francês. E foram destacadas as possibilidades de financiamento de projetos e a evolução do sistema bancário.

Cooperação – Durante o Fórum Econômico Brasil-França, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, assinou nesta segunda-feira um acordo de cooperação entre o MDIC e a Business France, agência governamental de promoção às exportações francesas e atração de investimentos, para promover a internacionalização de startups, além de impulsionar ações conjuntas em pesquisa, desenvolvimento e inovação. O programa piloto tem início previsto para 2017.

A iniciativa está entre os resultados que o governo brasileiro pretende obter a partir da aproximação entre os países, tema da 4ª edição do Fórum Econômico Brasil-França. "O acordo fará com que as startups de Brasil e França aproveitem melhor o ecossistema de inovação de cada país", avaliou. O acordo de cooperação assinado na capital francesa integra um conjunto de medidas do MDIC para estimular a atividade de empreendedores nacionais. Há cerca de dois meses, o ministro apresentou o Programa Nacional Conexão Startup-Indústria, elaborado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), vinculado ao MDIC. A iniciativa busca aproximar indústrias e startups e contará com um investimento de R$ 50 milhões em ações que promovam a convergência entre inovação e processo produtivo. Outro instrumento assinado hoje foi o memorando de cooperação firmado entre o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil e o Conselho Nacional da Ordem dos Arquitetos da França, para fortalecer as relações entre as entidades e incentivar a mobilidade de profissionais, além da troca de experiências.

No Fórum Econômico Brasil-França, o grupo de industriais brasileiros está sendo liderado pelo presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. Na terça-feira (22), a delegação de industriais participa de encontro na Comissão Europeia, em Bruxelas, na Bélgica. A comitiva está participando de debates sobre infraestrutura, agroindústria, saúde, inovação, energias renováveis e fortalecimento econômico bilateral. Do lado brasileiro, além de representantes do setor empresarial, também participam do encontro o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira; o secretário executivo do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) da Presidência da República, Wellington Moreira Franco; o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Mauricio Quintella; o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, e o embaixador Roberto Jaguaribe, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Comércio - Em 2015, a França foi o 12º principal parceiro comercial do Brasil. Entre 2011 e 2015, o intercâmbio comercial brasileiro com o país caiu 30%, de US$ 9,7 bilhões para US$ 6,7 bilhões de corrente de comércio. Nesse período, as exportações decresceram 48% e as importações 18,5%. O saldo da balança comercial registrou déficit de US$ 2,2 bilhões em 2015.
As exportações brasileiras para a França são compostas, em sua maior parte, por produtos básicos, que representaram 55,9% do total em 2015, com destaque para farelo de soja e minério. Os manufaturados posicionaram-se em seguida, com 31,2% (destaque para máquinas mecânicas) e os semimanufaturados, com 11,7%. Os produtos manufaturados somaram a quase totalidade da pauta de importações brasileiras da França, com 98% do total das compras, representados, sobretudo, por máquinas, automóveis, produtos químicos e farmacêuticos. Os semimanufaturados posicionaram-se em seguida, com 1,4% e os básicos com 0,9%.

Fontes: ASCOM -FIESC / MDIC

 
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