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Ações em prol da doação de órgãos marcam Setembro Verde

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Uma série de atividades coordenadas pelo Banco Social de Doação de Órgãos e Transplantes, do Conselho de Responsabilidade Social da FIEPA (CORES), com o apoio do SESI, marcou o setembro verde, mês quando é comemorado, dia 27, o Dia Nacional do Doador de Órgãos e Tecidos.

Depois de um curso cobre doação de órgãos, realizado em Altamira, dia 15 de setembro, voltado para profissionais da área de saúde, uma manhã inteira com atividades que incluíram testes rápidos de hepatite B e C, distribuição de preservativos, banda musical do Corpo de Bombeiros do Estado do Pará, Coral da FIEPA, Dança Circular e distribuição de material informativo divulgaram o tema e envolveram famílias inteiras que passaram pela praça Batista Campos, no domingo, dia 18.DSC 4233

Ana Cristina Bragança, 51 anos, técnica de enfermagem e cuidadora, participou das atividades na Praça Batista Campos, mas ainda não sabia bem o que é preciso para ser doadora de órgãos. “Minha filha já disse lá em casa que quer ser doadora, mas eu ainda não inclui essa informação na minha carteira de identidade”, contou.


Após receber a informação de que o desejo de doar deve ser compartilhado em família para que possam atender ao desejo do seu ente querido na hora de decidir, Ana Cristina disse logo que vai aproveitar o almoço do Círio para conversar sobre o assunto com o maior número de parentes, de uma vez só. “Vou declarar o meu desejo de ser doadora e perguntar para o resto da família quem é a favor ou contra. Hoje vi aqui o quanto é importante essa informação ser do conhecimento de todos. Afinal, nunca sabemos quando vai ser a nossa vez”, analisou Ana Cristina.  

DSC 4271“Tenho vontade de doar, mas ainda não conversei com minha família sobre o assunto. Só hoje, depois que conversei sobre o assunto, me dei conta de que preciso fazer isso logo”, declarou o engenheiro Elias Oliveira, 50 anos

Exposição

Dia 19, no Espaço Cultural Sistema FIEPA, foi a vez do lançamento da exposição do fotógrafo, Lenon Silva, que captou em suas lentes a dor e a angústia de quem espera por uma doação de órgãos e a alegria e a felicidade de quem já foi transplantado.

 “A exposição foi uma forma artística de sensibilizar a sociedade de que a questão é séria e precisa ser difundida. O tema da doação de órgãos vem sendo trabalhado pelo CORES, a partir do Banco Social, de diversas formas. Precisamos alertar a população para a importância que o assunto exige e incentivar, cada vez mais que o tema seja debatido e multiplicado entre o maior número de pessoas possíveis”, lembrou Rita Arêas, presidente do Conselho de Responsabilidade Social da FIEPA.

As ações do setembro Verde, planejadas pelo Banco Social, encerram-se dia 26 de setembro, com uma ação de sensibilização sobre a importância da doação de órgãos DSC 4627para servidores e usuários da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará. “É fundamental que os profissionais de saúde tenham sensibilidade e segurança em tratar o tema dentro dos hospitais. E uma das funções do Banco Social é capacitar essa mão de obra tão valiosa, para que o processo de doação e captação desses órgãos seja realizado com o sucesso que todos esperamos”, lembra a Dra. Márcia Iasi.e SESI

Dados no Pará

Enquanto a discussão sobre o assunto não é divulgado amplamente para toda a sociedade, os números de doação no Pará, e no Brasil de forma geral, continuam preocupantes. Na opinião da coordenadora da Central de Transplantes do Pará, Dra Ana Beltrão, a doação no Estado ainda é uma realidade que precisa ser trabalhada mais de perto entre as famílias paraenses.

Ela conta que com a entrada do Pronto Socorro Mário Pinotti e a ativação do Centro de Doação de Órgãos e Transplantes (CDOT) foi registrado, em 2016, um aumento na doação de múltiplos órgãos com relação ao ano anterior. “Mas ainda vivemos dias muito preocupantes com relação a doação de córnea. E o mais estranho é que para doar córnea não há necessidade de diagnóstico de morte encefálica. Toda pessoa que venha a óbito é um doador de córnea, e ainda assim estamos com baixa doação”, constatou a profissional.

Segundo dados fornecidos pela coordenadora, só no Pará são mais de mil pessoas na fila aguardando por uma córnea. “É muito importante que esse assunto seja conversado em família. É essencial que todos saibam qual é o desejo de cada um em relação a doação de seus órgãos, para que quando venha a acontecer uma situação de óbito, a família tome a decisão de forma tranqüila, sem receio de contrariar o desejo de quem se foi”, completa Márcia Iasi, coordenadora do Banco Social.

DSC 4064"Enquanto a média nacional é de 13 ou 14 doadores por milhão de habitante, o Pará registra um índice de 4,2 doadores/milhão habitantes; número que ainda precisa crescer bastante", completa Ana Beltrão

Ela conta que os transplantes renais infantis que antes eram realizados no Hospital Ophir Loiola, estão sendo transferidos agora Hospital Oncológico Infantil Otávio Lob. “Lá eles recebem tratamento e depois seguem para a Santa Casa onde receberão os transplantes. Esse trabalho é resultado de um acordo entre os três hospitais. A transição está sendo feita para um melhor atendimento à crianças que necessitam desse tratamento”, esclarece Ana Beltrão.

No estado do Pará os tranplantes são realizados no Hospital Ophir Loyola , em Belém. Em Santarém, o transplante renal intervivos e o de córnea. Em Redenção, o de rim e, em Castanhal, de córnea.

 

 
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