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Rodada de Negócios é sucesso na 19ª SuperNorte

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 SUPERNORTE 2016

Negócios no valor total de 100 mil dólares foram fechados durante a Rodada de Negócios Internacional promovida pelo Centro Internacional de Negócios da Fiepa (CIN/Pará), realizada dia 11 de outubro, no Hangar, durante a 19ª Convenção de Supermercados e Fornecedores da Região Norte (SuperNorte).

“A Rodada envolveu 20 empresas do setor de Alimentos e Bebidas do Pará e a expectativa é que mais 250 mil dólares sejam fechados a partir do ano que vem, a partir de negociações iniciadas entre essas empresas e os compradores da Argentina, Equador e Guatemala, durante o encontro”, avaliou Ral Tavares, gerente do CIN/Pará.

A ação é resultado da parceria Rede CIN/CNI, Apex Brasil e Sebrae e tem como objetivo fomentar a geração de novos negócios, internacionalização e promoção de empresas e produtos em todo o Brasil. Em Belém,  entre os produtos comercializados pelas empresas paraenses, cervejas artesanais, pão de queijo, polpas de frutas diversas, licores, geléias, biscoitos, azeite, açaí, chocolate, dentre outros.

Hugo Suenaga, diretor técnico do Sebrae Pará, diz que, com a atual crise em que vivemos, é necessário ir além do mercado local e que muitas de nossas empresas já tem maturidade para atender mercados internacionais. “Estamos hoje aqui, junto com CIN/FIEPA, justamente para apoiar a promoção de novos negócios e acreditamos que a América Latina é apenas o primeiro passo. Nossa intenção é que elas consigam atender os nossos países vizinhos, nesses mercados mais próximos e, em um próximo passo, estejam totalmente preparadas avançar para outros mercados”, avaliou.

DSC 6263Para Hortência Osaqui, proprietária da Fazenda Bacuri, e uma das participantes da Rodada, o evento foi a oportunidade que faltava para conhecer um pouco mais sobre o mercado internacional e prospectar o inicio da exportação dos seus produtos.

Ela conta que trabalhou com a família desde a década de 70 com manejo do bacurizeiro, e que nos últimos três anos resolveu verticalizar a produção, com a fabricação de licores, doces, e geléias, tanto do bacuri, como de outras frutas como o açaí, e o cupuaçu. “Trabalhamos com agricultura familiar e vendemos atualmente no Pará, em Fortaleza e São Paulo. Mas o mercado para alguns produtos como a geléia, por exemplo, ainda é muito restrito no país, até por uma questão cultural, mesmo. Então viemos aqui conhecer um pouco mais do interesse desses três países, apresentar os nossos produtos e ver de que forma podemos negociar”, disse entusiasmada a produtora.

Na avaliação de Sarah Saldanha, gerente de Serviços de Internacionalização da CNI, os produtos amazônicos são muito bem aceitos pelo mercado internacional, devido ao seu apelo estratégico, cores, sabores e sua rica biodiversidade. “Esse momento de Rodada é essencial para que os empresários e produtores locais tenham contato com os compradores internacionais e possam perceber a aceitação dos seus produtos”, ressaltou a profissional.

DSC 6302Para a gerente da CNI a saída viável para este momento que o país está vivendo não pode ser outra, a não ser investir no comércio exterior. “A exportação é o caminho nesse momento de retração do mercado interno. E isso é importante para ajudar as empresas a desenvolver o seu processo produtivo, fazer com que elas inovem e diversifiquem o mercado. E é nessa hora que o próprio mercado interno reconhece e passa a ver o mesmo produto com outros olhos. A internacionalização provoca a inovação e quando a empresa inova ganha novos mercados. É um ciclo virtuoso que deve ser estimulado sempre”, analisou.

E aqui no Pará, completou Raul, “temos empresas em diversos estágios, então precisamos facilitar o contato com compradores e estimular a geração dos negócios. São essas ações que impulsionam as empresas a crescer”.

A oportunidade de expansão dos negócios também foi o motivo pelo qual o cheff e C.E.O da Benke Foods, Luciano Muramaki participou da Rodada de Negócios. Sua empresa produz algumas especiarias, como a semente de Cumaru usada para temperar carnes de caça, geléias com diversas frutas da Amazônia (abacaxi, cacau, cupuaçu, taperebá, açaí, castanha do Pará e o carro chefe da empresa: o nibs de cacau (cacau torrado e granulado); “uma espécie de suplemento alimentar que serve também para preparar sobremesas”, explicou Luciano.

Segundo o empresário, a Benk está preparada para atender o mercado internacional, “Nossa fábrica fica no município de Tucumã, sudeste do Estado e tem alta capacidade de produção. Estamos prontos para atender de pequenas a grandes demandas e aumentar, ainda mais a geração de emprego e renda para os produtores da região”, destacou.

O nubs de cacau é um produto que despertou o interesse do argentino Carlos Rabaglia, representante da importadora de produtos Gala Gourmet. Ele trabalha com produtos específicos como chocolates, cookies, biscoitos, produtos finos. “Busco produtos diferenciados. Meus clientes são donos de casas de vinho, delicatessen e principais redes de supermercado, correspondendo a cerca de 70% do mercado de Buenos Aires e províncias próximas”, explicou o negociador.

Entre os produtos de maior interesse dos negociadores da Argentina, Equador e Guatemala que estavam presentes na Rodada, o açaí também ganhou grande destaque. “Estive no Brasil ano passado e provei o açaí. Imediatamente pensei em como levá-lo para o Equador. Então pesquisei bastante e, a partir de um convite da Apex, resolvi participar dessa Rodada. Quero muito negociar o açaí, mas também tenho muito interesse por chocolates, café e geléias”, ressaltou Ruben Mantilla, gerente geral da Fhalconfoods.

No Brasil

A expectativa das Rodadas de Negócios em todo o Brasil é gerar 10 milhões de dólares. Os eventos envolvem 12 compradores que estão percorrendo o Brasil inteiro durante duas semanas, neste mês de outubro, trazendo mais negócios para o Brasil e fortalecendo a Indústria. “No Pará, a expectativa é de 2 a 2,5 milhões de dólares para os próximos seis meses”, projetou Sarah Saldanha, da CNI.

 
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