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Indústria do açaí no oeste do Pará busca melhorias na produção

Indústria do açaí no oeste do Pará busca melhorias na produção

Indústria do açaí no oeste do Pará busca melhorias na produção

O açaí é o terceiro principal produto agrícola paraense, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atrás apenas da soja e da mandioca. O maior município produtor é Igarapé-Miri, mas o estado também possui outras regiões em destaque. Em Óbidos, no oeste paraense, por exemplo, existe plantação e uma indústria de produção de polpa e de pó do fruto, a Açaí Amazonas.

O proprietário da empresa, Eloy Luiz Vaccaro, esteve na sexta-feira (07) na Federação das Indústrias do Pará (FIEPA), para mostrar um pouco do desenvolvimento em pesquisa que vem fazendo na sua plantação, bem como os resultados positivos que já constatou com as novas técnicas de plantio desenvolvidas na propriedade. Ele foi recebido pelo presidente da FIEPA, José Conrado Santos, e pelos vice-presidentes Marcos Marcelino e Sidney Rosa.

Vacarro, que chegou em 2002 no Pará vindo do sul do país, tinha planos de trabalhar com milho, mas viu no açaí um enorme potencial e resolveu apostar não só na produção, mas na pesquisa na área. Com o conhecimento que adquiriu trabalhando inicialmente com consultoria da Embrapa, resolveu fazer algumas modificações no plantio, com uma planta a cada 12 metros quadrados, contrariando a recomendação de três, e também selecionando as plantas altamente produtivas. “Já estamos na quarta geração de plantas. Daqui a três anos vamos lançar uma variedade de sementes com a nossa marca”, comemora.

A plantação da indústria se estende ainda pelos municípios de Alenquer e Curuá. Todas as melhorias implantadas nas propriedades do empresário visam a maior produtividade da fábrica, cuja meta é aumentar a produção das atuais 3 mil toneladas de polpa por ano para 7 a 8 mil toneladas/ano. Para isso, são importantes fatores que estão sendo melhorados com as técnicas de plantio:  a precocidade das plantas, que diz respeito ao tempo que elas começam a produzir, o rendimento da polpa extraída dos frutos, além da cor do fruto e, é claro, o sabor. “O investidor não vive de paixão, o investidor vive de realidade. Então você precisa aumentar a produtividade para a empresa se tornar viavelmente econômica”, avalia.

O próximo passo agora é terminar o ciclo da pesquisa, que deve durar dez anos, para poder comprovar a eficácia da técnica. “Eu já estou tendo resultado agora, mas a partir do ano que vem é que vou ter o resultado mais positivo para mostrar”, finaliza o produtor.

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