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Com 44% de novos expositores, FIPA 2026 amplia alcance e destaca força da indústria amazônica

  • 15 de mai.
  • 5 min de leitura

Com presença de empresas locais, nacionais e multinacionais, a XVII Feira da Indústria do Pará (FIPA 2026), que acontece de 20 a 23 de maio no Hangar, se consolida como espaço de conexões, prospecção de negócios e fortalecimento institucional, reunindo setores que vão da mineração à bioeconomia, da indústria alimentícia à tecnologia.


Um dado que chama atenção neste ano é o crescimento da participação de novos expositores. Segundo o presidente do Sistema FIEPA, Alex Carvalho, 44% das empresas presentes estreiam na feira em 2026.


“Esse dado revela um movimento claro de renovação e expansão do interesse pelo ambiente industrial do Pará. São 22 novos expositores na área de exposição, 8 novos no Espaço Made in Pará e 8 novos na Arena Gastronômica. Isso mostra que novas empresas estão enxergando oportunidades reais de negócio no estado. É um indicativo de confiança no potencial de crescimento da indústria paraense e também no papel da FIPA como vitrine de negócios, inovação e relacionamento institucional”, afirma.


A diversidade de segmentos também aparece como uma das marcas desta edição. De acordo com Alex Carvalho, o perfil dos participantes mostra uma indústria mais conectada às transformações globais e às demandas sustentáveis.


“Há uma diversidade muito significativa. Temos empresas locais, nacionais e multinacionais, de diferentes portes e segmentos, incluindo indústria tradicional, mineração, construção, energia, tecnologia, alimentos e bebidas, bioeconomia, serviços industriais, logística, inovação e gastronomia. Essa pluralidade mostra uma indústria mais moderna, integrada e conectada com as demandas globais”, destaca.


A presença de grandes empresas nacionais e internacionais na FIPA mostra que a Amazônia vem ganhando protagonismo em agendas econômicas ligadas à sustentabilidade e à transição energética. A Vale, por exemplo, destaca que o Pará ocupa posição estratégica no cenário global por reunir recursos naturais, capacidade produtiva e potencial para inovação sustentável.


Segundo Ana Carolina Alves, diretora de Relações Institucionais Norte da Vale, a participação da companhia na feira está diretamente relacionada à busca por fortalecimento institucional, novas conexões e desenvolvimento regional.


“A participação da Vale na FIPA 2026 está alinhada à estratégia da empresa de fortalecer o diálogo com o ambiente industrial e institucional da região. Ao reunir diferentes atores do setor produtivo, o evento cria um espaço para troca de conhecimento, alinhamento de agendas e construção de parcerias”, destaca.


A executiva pontua que o Pará ganhou relevância internacional em temas ligados à descarbonização e à mineração de baixo carbono. A companhia afirma ainda que vem ampliando investimentos em cadeias produtivas ligadas à transição energética, bioeconomia e mineração circular. Nos últimos cinco anos, segundo a empresa, cerca de R$ 64 bilhões foram movimentados em compras com fornecedores da região.


“A empresa tem direcionado seu olhar para cadeias produtivas conectadas às principais transformações globais, como a descarbonização, mineração circular e a transição energética”, diz Ana Carolina Alves.


A Hydro também aponta a Amazônia como eixo central de sua estratégia global. Para Anderson Baranov, Presidente do Conselho Diretor do Simineral e executivo da Hydro, a FIPA funciona como espaço para mostrar que desenvolvimento econômico e preservação ambiental podem caminhar juntos.


“Participar da FIPA 2026, consolidada como a maior feira industrial da região Norte, é um movimento natural e estratégico para a Hydro. O tema desta edição, ‘Amazônia: raiz do futuro’, está em total sinergia com a nossa visão de integrar produção e conservação ambiental”, afirma.


Segundo ele, o Pará ocupa posição estratégica na cadeia global do alumínio de baixo carbono.


“É uma região que nos garante a produção de um alumínio de baixo carbono, um material essencial para a transição energética por ser leve, durável e infinitamente reciclável”, ressalta.


A empresa também destaca investimentos em energia renovável e bioeconomia, como o uso do caroço do açaí na substituição gradual do carvão nas caldeiras da Alunorte.


“A grande tendência industrial na Amazônia hoje é a convergência entre descarbonização, bioeconomia e minerais críticos”, afirma Anderson Baranov.


Indústria local


Além das grandes multinacionais, a FIPA também abre espaço para empresas regionais que enxergam no evento oportunidade de expansão e fortalecimento de marca. É o caso dos Laticínios Santa Luzia.


O Diretor Operacional da empresa, Wendel Carvalho, diz que a participação na FIPA representa uma vitrine importante para mostrar a capacidade produtiva da indústria paraense.


“Somos uma empresa do Oeste Paraense, instalada nas margens da rodovia Transamazônica, no município de Placas, o que nos motivou a participar da FIPA foi justamente a conexão, conectar a indústria de laticínios 100% paraense e mostrar o que temos de melhor, produtos inovadores com sabor e qualidade, produzidos no Pará, por pessoas que amam o que faz”, afirma.


Atualmente, a indústria já ultrapassa produção mensal de 500 mil litros de leite e reúne um portfólio com 48 produtos.


“Em nosso projeto inicial imaginávamos um crescimento, mas não como está sendo. Hoje, olhando para o nosso início, já dobramos a captação de leite”, destaca Wendel Carvalho.


Apesar do crescimento, o setor ainda enfrenta dificuldades estruturais. A logística aparece como principal desafio para a indústria alimentícia na região.


“A logística para o setor alimentício eu digo que seria o maior desafio enfrentado pelo seguimento, diante de tudo que enfrentamos no dia a dia, com estradas sem pavimentação, atoleiros, poeira, pontes sem estruturas adequadas”, afirma.


Cooperativismo


O setor financeiro também busca ampliar presença no ambiente industrial amazônico. O Sicredi participa da FIPA mirando novas conexões e fortalecimento institucional.


De acordo com Cleomar Abreu, diretor regional de negócios da Sicredi Ouro Verde MT/PA, o evento representa oportunidade estratégica para compreender as demandas da indústria paraense.


“A participação do Sicredi na FIPA 2026 marca um movimento estratégico de aproximação com o setor industrial do Pará. Somos uma instituição financeira cooperativa que acredita no desenvolvimento regional sustentável”, pontua.


O executivo destaca que o Pará reúne potencial para expansão em áreas como agronegócio, indústria de transformação, mineração responsável, logística, energia e bioeconomia.


“Observamos com bastante atenção cadeias produtivas ligadas ao agronegócio, à indústria de transformação, à mineração responsável, à logística, à energia e, cada vez mais, à bioeconomia e às soluções sustentáveis”, diz.


Para o presidente da FIEPA, a presença crescente de empresas nacionais e internacionais confirma uma mudança importante na percepção sobre o estado como ambiente de negócios.


“O Pará passa a ser visto não apenas como fornecedor de recursos naturais, mas como ambiente estratégico para investimentos industriais”, afirma Alex Carvalho.


A XVII FIPA é uma realização do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA), em parceria com Sebrae e patrocínio das empresas Hydro, Vale, Alcoa, Prefeitura de Barcarena, Sicredi, Elis Circular, Ligga e Mineração Rio do Norte (MRN); com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma), Agropalma, Cargill, Coca-Cola, Hidrovias do Brasil, Saint-Gobain, Suzano e apoio cultura da Equatorial Energia.

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