Com queda da ponte na Alça Viária, indústria irá propor opções de logística para escoamento da produção

Publicado em 08/04/2019 16:04h

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Com queda da ponte na Alça Viária, indústria irá propor opções de logística para escoamento da produção

O Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), por meio de seus Conselhos Temáticos de Infraestrutura e de Assuntos Legislativos, realizou reunião nesta segunda-feira (08) para definir propostas de logística para o Governo do Estado, enquanto durarem as obras de recuperação da ponte sobre o rio Moju da Alça Viária. Participaram entidades de classe, especialistas em logística, empresas e sindicatos filiados à Federação, que vão consolidar um documento a partir das sugestões que surgiram na reunião e apresentá-lo ao Governo.

De acordo com o presidente do Coinfra, José Maria Mendonça, a Alça Viária é utilizada para a saída de produtos da indústria e também para a chegada de insumos utilizados na produção industrial. Com o acidente da ponte, ocorrido no último fim de semana, a alternativa mais procurada está sendo a travessia pelo Arapari. Mas mesmo com a maior disponibilidade de balsas, a fila na Bernardo Sayão continua quilométrica. “Nossa principal proposta para o governo será a utilização maior dos nossos rios. Como a travessia pelo Arapari está sendo difícil, vamos propor outros pontos de saída para que as cargas cheguem até o Porto de Vila do Conde. Uma delas seria por Icoaraci”, esclareceu Mendonça.

O presidente do Conselho de Assuntos Legislativos da FIEPA, José Fernando Gomes Júnior, destacou que este é um momento de união de esforços. “A recuperação da ponte deve levar cerca de um ano. O setor produtivo realizou então essa reunião de trabalho para que possamos, junto com o Governo do Estado, buscar as melhores soluções de logística e infraestrutura para que os nossos clientes, colaboradores e empresas que fazem parte do Sistema FIEPA não sofram tanto no período com esse problema”, afirmou, acrescentando que essa também é uma oportunidade para se pensar nos rios não só como uma alternativa para esse momento, mas para que no futuro essa opção logística também permaneça junto com a opção das pontes. “Vamos ter que conviver como foi há alguns anos atrás com as balsas, mas nós temos que olhar o futuro com o rio e com a ponte”, concluiu.

Guia Florestal – Um dos setores que imediatamente sentiram o impacto da queda da ponte foi o de exportação de madeira, que precisa declarar na Guia Florestal o trajeto que o produto vai fazer, bem como o número da placa do caminhão e da carreta que vai fazer o transporte. “O trajeto via Alça Viária para chegar ao Porto de Vila do Conde não existe mais.  Porém, não existe a alternativa de se fazer uma nova guia, porque o documento, de acordo com a legislação, só pode ser cancelado no prazo máximo de duas horas após sua emissão. Quem emitiu a guia na sexta-feira para fazer o transporte no sábado de manhã não vai poder cancelar e ficou com o estoque preso”, alertou Roberto Pupo, presidente da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará (AIMEX).

As indústrias exportadoras que estão emitindo o documento a partir desta segunda-feira estão declarando o trajeto via Arapari, mas ainda assim enfrentam os problemas de filas de espera em Belém para acessar a balsa.  “Uma saída seria suspender temporariamente na emissão da guia a descrição do veículo transportador e do itinerário que vai fazer, porque ele não tem como saber com antecedência a identificação da balsa e do empurrador. Outra medida é o Governo liberar o mais rápido possível no órgão ambiental as licenças para a travessia de balsa no trecho da ponte onde houve o acidente”, opinou.

Hidrovias - Um dos principais consensos da reunião na FIEPA é de que os rios são importantes alternativas na nossa região, que devem ser mais exploradas. “Acho que essa é a grande oportunidade de expandir as hidrovias. O Sindicato está à disposição para elaborar planos de contingência e trabalhar junto com os operadores portuários a viabilidade econômica para não comprometer o curso logístico dos clientes”, esclareceu o presidente do Sindicato dos Operadores Portuários (Sindopar), Rui Lourenço.

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