Em Belém, especialista aponta desafios para o próximo presidente

Publicado em 14/08/2018 16:49h

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Em Belém, especialista aponta desafios para o próximo presidente

Esta quarta-feira (15) é o prazo limite para os partidos e coligações apresentarem o pedido de registro das candidaturas para as eleições de outubro. Independente dos planos de governos pensados, principalmente, pelo futuro presidente, um grande desafio já está posto à mesa do próximo comandante: recuperar a economia brasileira, que apesar de já apresentar crescimento ainda vive situação crítica.

Foi baseado nesta discussão que empresários, representantes de associações, economistas e advogados paraenses participaram hoje (14) da palestra “As perspectivas da economia brasileira para 2019 – um enfoque a partir do cenário da sucessão presidencial”. A apresentação foi feita pelo Prof. Dr. Fabrício José Missio, chefe do Department of Economy da UFMG/CEDEPLAR, em evento organizado pela Federação das Indústrias do Estado Pará (FIEPA), Centro das Indústrias do Pará (CIP) e o Sindicato dos Economistas do Pará (Sindeconpa).

Dentre as pautas principais discutidas durante o encontro estavam, principalmente, a preocupação em acelerar o crescimento da economia brasileira, de forma a permitir uma redução rápida e da taxa de desemprego (atualmente em torno de 13% da força de trabalho); recuperar os níveis de confiança e restaurar a capacidade de geração de caixa das empresas e reequilibrar as contas públicas. Diante destes desafios, Fabrício Missio pontuou o que deve ser prioridade nas pautas de Governo do presidente eleito. “A agenda pós-eleição deve priorizar as questões do teto dos gastos, reforma trabalhista, privatizações e as reformas tributária e da previdência. É a partir dos alinhamentos destes fatores que será possível uma retomada mais eficaz e acelerada da economia do Brasil”, disse o palestrante.

As boas notícias para o futuro presidente, segundo o especialista, é que ele deve encontrar 2019 a confiança externa de um governo eleito democraticamente, inflação e juros baixos, câmbio alinhado e crescimento mundial da economia. “Já está mais que comprovado que a recuperação da economia passa pela reforma da previdência, reforma trabalhista, privatizações e outras decisões não populistas. O próximo presidente precisará tomar estas decisões firmes pensando prioritariamente na sustentabilidade do país, antes de qualquer coisa”, defendeu o vice-presidente da Fiepa, José Maria Mendonça.
Com 13 candidatos, a eleição presidencial de 2018 terá o maior número de presidenciáveis desde a disputa de 1989. A partir de sexta-feira (16), a propaganda eleitoral estará permitida. No rádio e na televisão, contudo, o horário eleitoral só começa dia 31 de agosto. O primeiro turno de votações está marcado para 7 de outubro.

 

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