Empresários discutem prioridades ambientais para a Amazônia

Publicado em 20/03/2019 11:29h

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Empresários discutem prioridades ambientais para a Amazônia

Contestar a posição de ambientalistas que defendem restrições na economia para minimizar os efeitos de mudanças climáticas e discutir uma pauta de políticas públicas ambientais voltadas para o enfrentamento de problemas que fazem parte do dia a dia da sociedade, serão alguns dos pontos a serem tratados na reunião de trabalho agendada para o dia 22 de março, pelo Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra), do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará e Centro de Indústrias do Pará (CIP), na sede da FIEPA.

Segundo o presidente do Centro de Indústrias do Pará (CIP), José Maria Mendonça, a discussão visa alertar os governantes para que concentrem suas ações e investimentos em questões ambientais que afetam diretamente a sociedade, como por exemplo, a falta de acesso a redes de saneamento básico para mais de 100 milhões de brasileiros. “O que queremos é que nossos governantes tenham mais conhecimento, mais embasamento, na hora de pensar suas estratégias para o país, sejam elas ambientais, econômicas ou políticas. E quando se fala em Amazônia, essa atenção deve ser redobrada pois muitas informações sobre a região são divulgadas de forma incorreta ou influenciada por interesses políticos e financeiros, provocando um engessamento ao nosso desenvolvimento”, afirma Mendonça.

Parte das questões a serem discutidos durante o encontro estão contidos na Carta Aberta encaminhada recentemente, ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo de Aquino Salles, por 20 estudiosos da área ambiental, entre os quais o físico, doutor em Meteorologia e pós-doutor em Hidrologia de Florestas, Luiz Carlos Baldicero Molion, que participará da reunião em Belém.

Para Molion, o posicionamento de ambientalistas no mundo todo têm criado “cenários alarmistas que não devem ser usados para fundamentar políticas públicas e estratégias de longo alcance, com grandes impactos socioeconômicos, tanto em âmbito nacional como global”. Segundo o pesquisador, um exemplo de informação equivocada e que deve ser rebatida é a de que as ações humanas impactam nas alterações climáticas. “Não há evidências físicas da influência humana no clima global”, afirma. “A influência humana no clima se restringe às áreas urbanas e seus entornos (o conhecido efeito das “ilhas de calor”), sendo esses impactos muito localizados e sem influência na escala planetária”, explica o estudioso que defende correções de rumo, tanto na alçada do Ministério do Meio Ambiente, como na de outros ministérios, “para proporcionar uma melhora efetiva do conhecimento da dinâmica climática e um aumento da capacidade geral da sociedade para fazer frente aos mais diversos fenômenos meteorológicos e climáticos, que sempre ocorreram no passado e continuarão a ocorrer no futuro”, conforme descrito no documento encaminhado ao MMA.

Também participarão do encontro o meteorologista e coordenador do Instituto Nacional de Meteorologia (2º Distrito de Belém) José Raimundo Abreu Souza, que vai falar sobre “Tempo e clima na Amazônia” e o professor doutor da Universidade Federal do Pará, Luis Ercilio Faria Junior, que vai abordar “A evolução do Sol e da Terra”.

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