Indústria 4.0 é demonstrada na prática durante a XIV FIPA

Publicado em 17/05/2019 22:30h

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Indústria 4.0 é demonstrada na prática durante a XIV FIPA

As oportunidades de negócios que se abrem com a Indústria 4.0 foram discutidas e demonstradas ao longo do penúltimo dia da XIV Feira da Indústria do Pará (FIPA). O evento, que ocorre até este sábado, 18, no Hangar, é o maior do setor na Amazônia.

Os visitantes puderam acompanhar um bate-papo especial com a presença do diretor de Tecnologia de Operações da Mercedes-Benz do Brasil, Pedro Afonso. Ele apresentou o case de sucesso da fábrica em São Bernardo do Campo (SP) na migração para o modelo de indústria 4.0. A empresa, focada na produção de caminhões e automóveis para o Brasil e para o exterior, viu na crise dos últimos anos a oportunidade para investir e crescer. Pensando em facilitar o trabalho das pessoas, equipamentos como robôs, óculos de realidade aumentada e impressoras 3D passaram a fazer parte do dia a dia na empresa. “Ganhamos em ergonomia e em acessibilidade, o clima laboral melhorou dramaticamente e, com isso tudo, nossa produtividade aumentou em 20%, a logística melhorou em 20% e criamos uma cultura nova, totalmente conectada com a nova geração”, afirma o diretor de Tecnologia de Operações da companhia, Pedro Afonso. Ele relata, ainda, o ganho em competitividade no mercado internacional. “Antes conseguíamos montar um caminhão em 100 horas. Agora, podemos montar em até 84 horas e isso nos dá uma velocidade maior para solucionar a demanda dos clientes”, explicou.

O diretor de operações do SESI/SENAI, Raphael Barbosa, também participou do bate-papo ao explicar conceitos que norteiam a Indústria 4.0. Segundo ele, a chamada Quarta Revolução Industrial é caracterizada pela conectividade entre tecnologias físicas, digitais e biológicas. Entre os pilares do conceito está a redução de desperdícios, uso de sensores e conectividade, visibilidade e transparência, capacidade de prever eventos, flexibilidade e adaptabilidade. “As tecnologias já estão disponíveis e muitas delas são baratas para usar no processo produtivo. O caminho é termos fábricas cada vez mais ágeis, onde os processos se comuniquem de forma eficiente entre si”, afirma Raphael Barbosa, que é economista e doutor em Desenvolvimento Econômico.

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