Jorge Arbage lança trilogia literária

Publicado em 15/03/2019 14:34h

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Jorge Arbage lança trilogia literária

O ex-deputado federal pelo Pará, Jorge Wilson Arbage lançará, de uma só vez, três obras literárias: "Pelas Lentes do Passado", "Desafios da Hermenêutica" e "Sob a Ótica do Caos", no próximo dia 21, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), a partir das 17h. Os três livros tratam dos bastidores da política brasileira, sua religiosidade e devoção a Nossa Senhora e relatos do seu dia a dia durante quase um século de existência. Toda renda obtida com a venda dos livros será doada para a instituição Pia Nossa Senhora das Graças.

Aos 95 anos de idade, Arbage é o parlamentar com o maior número de leis federais das regiões norte/nordeste - 17 ao todo, e apesar de ter iniciado a vida pública no Executivo, como prefeito de Capanema, tem uma trajetória marcante no parlamento federal, sendo Constituinte contemporâneo de Ulysses Guimarães.

Os livros tem prefácio de personalidades do cenário político, religioso e educacional do Pará, o jurista Zeno Veloso, o arcebispo Dom Alberto Taveira e ainda do professor Edson Franco. "Sob a Ótica do Caos" foi comentado pelo jurista Zeno Veloso, que relata episódios dos quais foi testemunha ocular em Brasília (DF) e retrata o autor como um cidadão, que aos 95 anos de idade mantém sua lucidez, jovialidade, ânsia de estudar, que "nunca pára de ler, pesquisar, escrever. Não deixa de pensar e de transmitir suas ideias. Não cansa de aprender e de ensinar:"pontua. Veloso .

Contemporâneo do governador Manoel Barata, Arbage entrou na cena política no final da década de 50 e nunca mais parou, atravessou a ditadura militar que tomou conta do Brasil por mais de 20 anos e retrata esse período também em sua obra. O livro fala ainda sobre corrupção, um tema que continua bem atual para o ex-parlamentar. "Arbage apela, intensamente, nestas crônicas, para o espírito público dos políticos. Conclama para que sejam mais Brasil e menos políticos. Em suma: mais Brasil e menos Brasília, para que perfilem no trato da coisa pública pelo ideal republicano", diz Edson Franco em um dos prefácios.

No parlamento federal, onde ficou 16 anos, de 1976 a 1991 Arbage teve uma atuação intensa no legislativo federal, onde foi autor de mais de mil projetos de lei, dos quais 17 se tornaram leis federais e conhece os bastidores da política brasileira como poucos parlamentares. . A mais conhecida delas tem relação com a religiosidade do político. Ele é autor da lei que tornou feriado nacional o dia 12 de Outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, de quem Arbage é devoto. A lei foi sancionada ainda no regime Militar, pelo então presidente João Batista Figueiredo, em 30 de junho de 1980, por ocasião da primeira visita do papa João Paulo II ao Brasil. e sua auto biografia, Arbage cita muitos personagens e pessoas que fizeram e fazem parte de sua trajetória política e pessoal, em especial sua esposa Iracema Arbage, com quem ficou casado até que a morte dela os separasse após mais de 60 anos de união. "Parece-me encontrar atrás de várias expressões e experiências uma figura que posso chamar de Anjo da Guarda bem humano, discreto e forte. Seu nome é Iracema, a esposa que Deus deu de presente ao meu querido Jorge. Um relacionamento longo, abençoado por Deus", disse Dom Alberto Taveira no seu prefácio.

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