Márcia Iasi, fundadora do Banco de Doação de Órgãos e Transplantes (BSDOT) da Fiepa, recebe homenagens

Publicado em 05/12/2018 12:18h

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Márcia Iasi, fundadora do Banco de Doação de Órgãos e Transplantes (BSDOT) da Fiepa, recebe homenagens

A doação de órgão pode salvar vidas e transformar a realidade de milhares de pessoas. Para contribuir com ações que sensibilizem a população para a importância desse ato, a FIEPA, por meio do seu Conselho de Responsabilidade Social (CORES), apoiou a criação, em 2013, do Banco de Doação de Órgãos e Transplantes (BSDOT). Nesta quarta-feira (05), a Federação homenageou uma das fundadoras e coordenadora do Banco Social, a médica Márcia Iasi, que contribuiu diretamente para a realização de diversas ações educativas e de captação de recursos para consolidar a infraestrutura necessária ao desenvolvimento dos transplantes no Estado.

Márcia, que em 2019 se despede de Belém para assumir outros compromissos profissionais, dedicou esforços nos últimos cinco anos para a divulgação do tema em escolas, centros de ensino, faculdades e universidades, além de buscar apoio financeiro junto à comunidade, iniciativa privada e nas esferas nacionais e internacionais para a criação de um centro de referência no Pará.

“Nós estamos sempre acostumados a ver a indústria envolvida em obras, em desafios em relação à tecnologia, em busca de conhecimento, então ver este envolvimento na área da saúde me deixou muito feliz. A FIEPA, a partir do Banco Social, conseguiu semear esta cultura de doação não somente dentro da federação, mas também para o setor. Visitamos diversas indústrias e elas já conversam sobre o assunto. Creio que os primeiros frutos foram colhidos, com o acréscimo tanto de número de transplantes quanto no número de doação de órgãos, além de termos conseguido capacitar muitas pessoas para propagar esta causa”, diz Iasi.

Para Rita Arêas, presidente do CORES/FIEPA, é importante reconhecer a contribuição de Márcia Iasi na luta para aumentar o número de doações de órgãos no Estado. “O trabalho realizado pela Márcia representa um avanço no que tange à doação de órgãos e transplantes. Afinal, ela nos ajudou a realizar essa bela missão que foi a criação do Banco de Doação de Órgãos e Transplantes da Fiepa e com sua competência, seu conhecimento médico e acima de tudo seu carisma, ela conseguiu mobilizar e tocar o coração das pessoas para esse tema tão importante”.

Segundo a Associação Brasileira de Transplantes, o Brasil é o segundo país do mundo em número de transplantes, sendo essencial a atuação do poder público, profissionais de saúde e entidades em todo o processo de doação e transplantes para consolidar esse trabalho. Dados do Registro Brasileiro de Transplantes mostram que nos últimos oito anos, houve um crescimento no número de doadores efetivos (de 1898 para 3036 doadores). No Pará, com a criação do Banco Social de Doação de Órgãos e Transplantes, a doação passou de 2,5 doadores por milhão de habitantes por ano, para 2,7, o que representa um aumento de 8%. O número de transplantes subiu de 265 para 355, por ano (rim e córnea), uma evolução de 34%.

Para o médico Hélio Franco, secretário estadual de Saúde, que criou o Centro de Referência em Fígado (FSCMPA), Márcia Iasi merece este reconhecimento. “A doutura Márcia vai fazer muita falta aqui no nosso Estado, porque sempre foi uma lutadora, uma pessoa obstinada, que sempre esteve presente nos eventos de saúde, nas campanhas, seja aqui em Belém, na Fiepa, em Altamira, ou em Santarém. Ela sempre teve uma capacidade muito grande de agregar as pessoas em prol do trabalho que vinha realizando”.

O cirurgião vascular Renan Rocha, diretor do Hospital Regional de Altamira, destaca que uma das características mais importantes em Márcia Iasi é a capacidade de inspirar as pessoas. “Foi ela quem me mostrou a importância dos transplantes e até hoje, continuo seguindo com os projetos de captação de recursos para a realização do primeiro transplante renal em Altamira. Sou muito grato a ela pelo apoio e desejo que sua jornada seja sempre iluminada e cheia de sucesso”, afirma Renan.
Márcia Iasi, possui graduação em Medicina pela Fundação Educacional do Estado do Pará (1989) e mestrado em Medicina (Clínica Médica) pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (2005). Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Gastroenterologia, atuando principalmente nos seguintes temas: transplante hepático, transplante de órgãos, hepatologia, sistema digestória e insuficiência aguda.

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