Pará é um dos seis estados que em 2019 vai superar o nível pré-crise

Publicado em 10/01/2019 17:38h

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Pará é um dos seis estados que em 2019 vai superar o nível pré-crise

O Pará está entre os seis estados brasileiros que vão superar o Produto Interno Bruto (PIB) registrado em 2014, ano em que o País entrou na pior recessão da história. Quem afirma é a Tendências Consultoria Integrada, que também divulgou no seu estudo “Cenários Regionais 2019-2023” que os demais estados que superarão a recessão econômica no país serão Roraima, Mato Grosso, Santa Catarina, Rondônia e Mato Grosso do Sul. Um desenvolvimento impulsionado pelo agronegócio, mineração e também pela maior exposição ao mercado internacional. A previsão é que o PIB paraense atinja 10,8% de crescimento com relação ao PIB de 2014, bem à frente do segundo lugar, Roraima, que deve crescer 4,7%.

Apesar da perspectiva positiva, o setor industrial local considera que muito precisa ser feito para que a economia do Pará possa crescer. Entre os desafios estão a criação de um ambiente com segurança jurídica, melhoria em infraestrutura e incentivos para as empresas investirem na sua produção ou mesmo se instalarem no estado. Questões que foram debatidas nessa quarta-feira (10), na Federação das Indústrias do Pará (FIEPA), durante a primeira reunião do setor industrial paraense com Iran Lima, novo titular da Secretaria de Desenvolvimento, Mineração e Energia (SEDEME), e Lutfala Bitar, novo presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (CODEC).

A ideia do encontro, promovido pela FIEPA e pelo Centro das Indústrias do Pará (CIP), foi dar voz às principais reivindicações do setor industrial no estado, dentre eles alimentos e bebidas, cosméticos, mineração e energia. Um exemplo de como a burocracia é um dos fatores que trava o crescimento da economia paraense foi dado pela Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA), que está na iminência descartar mil toneladas de polpa de frutas porque não tem condições de competir no preço com outros produtores nacionais. “Nosso maior gargalo é a pauta criada no estado. Temos que vender nosso produto por R$ 5,50, que seria uma medida para proteger o produtor, só que produtores de outros estados que não têm essa pauta vendem a R$ 3”, queixou-se o presidente da Cooperativa, Alberto Oppata.

“O que o Pará ainda precisa para crescer? A resposta é um ambiente saudável de negócios, pois temos investidores interessados e também a competência dos nossos administradores privados. O estado precisa também dinamizar a economia, especialmente incentivando o pequeno e médio empresário e as empresas genuinamente paraenses. Nossa economia, ao longo da última década, está centrada em poucos empreendimentos”, disse o presidente do Sistema FIEPA, José Conrado Santos. Segundo ele, existem projetos que poderiam resolver grandes problemas de municípios no Pará, mas que estão há mais de 10 anos aguardando o início da operação. “Muitos deles já têm até a licença prévia e não conseguem iniciar, então precisamos dar atenção a esses casos, porque eles também se refletem nos pequenos e médios empresários que poderiam estar fornecendo para esses grandes projetos”, opinou o presidente da FIEPA. Ele também propôs que a cada dois meses Federação, CODEC e SEDEME realizem encontros para discutir o andamento das questões que impactam no avanço da produção paraense.

O secretário Iran Lima afirmou que, embora a SEDEME ainda esteja em formação, já existe a ideia de que serão definidos eixos de atividades econômicas prioritárias para o desenvolvimento do Estado. “Gostaríamos de dar destaque a segmentos que possam realmente trazer o desenvolvimento ao estado do Pará, com maior geração de emprego e maior verticalização da produção”, destacou o novo titular da SEDEME. A novidade neste governo é que o turismo também ficará na pasta da Secretaria, uma forma encontrada pelo atual governo de fortalecer o turismo e colocá-lo na pauta do desenvolvimento do estado. Outro tema destacado pelo secretário na reunião diz respeito aos incentivos fiscais. “O próximo passo será definir regras para o incentivo fiscal democrático, ou seja, por segmento. Nós não podemos ter um segmento dentro do próprio segmento, empresas ou indústrias com tratamento tributário diferenciado. Nós vamos democratizar essa relação para que a gente possa ter um incentivo fiscal de forma igualitária”, esclareceu.

Com relação à CODEC, o presidente Lutfala Bitar, destacou que a Companhia terá a participação de representantes de outras regiões do estado, em especial no Conselho de Administração. Outro ponto destacado é o estímulo cada vez maior da industrialização do estado. “Nós temos de internalizar as riquezas que produzimos, essa é uma das finalidades da CODEC, e estimular o funcionamento dos distritos industriais”, concluiu. 

 

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