Pará fecha semestre como segundo melhor resultado da Balança Comercial brasileira

Publicado em 20/07/2018 15:34h

Fiepa Novidades

Pará fecha semestre como segundo melhor resultado da Balança Comercial brasileira

Atrás apenas de Minas Gerais, o Pará foi o segundo melhor resultado em classificação por saldo no ranking nacional da Balança Comercial, ultrapassando estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e São Paulo. O saldo acumulado de janeiro a junho entre importações e exportações no Pará chegou a US$ 6.540 bilhões, com um crescimento equivalente a 1,87% em comparação com o mesmo período de 2017, quando o saldo foi de US$ 6.420 bilhões.  Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e Centro Internacional de Negócios (CIN) do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA). Os números demonstram também que o Pará exportou US$ 7.182 bilhões (um crescimento de 4,19% em comparação com o ano anterior), ficando assim, na classificação por valor exportado, na posição de sexto maior exportador do país. 

Entre os minerais, o ferro bruto foi o principal produto exportado pelo estado do Pará com um volume de cerca de 85 milhões de toneladas, equivalentes a US$ 3.982 bilhões no período, vendido principalmente para a China, e responsável por um percentual de 55,45% do total de exportações realizadas no Estado. Dos produtos tradicionais, o mais vendido no período foi a madeira, com um volume de US$ 107.686 milhões, equivalente a 1,50% do montante, tendo como principal comprador os Estados Unidos. Entre os produtos não tradicionais, o mais exportado foi a soja, que chegou a um volume de negócios de US$ 288.289 milhões, tendo também como principal destino a China.

Segundo Cassandra Lobato, coordenadora do CIN no Pará, o resultado reflete a força da indústria paraense diante dos desafios enfrentados nos últimos meses, entre os quais, a greve dos caminhoneiros, em maio, e a alta do dólar. “O Pará é um estado com grande potencial econômico, que mesmo com as adversidades, consegue manter um equilíbrio na sua balança comercial. Entretanto, é importante afirmar que dificuldades de logística e oscilações monetárias prejudicam a nossa exportação, encarecendo nossos produtos e fazendo com que o comprador internacional fique cauteloso e faça negócios com outros países que oferecem melhores condições. Se tivéssemos melhor infraestrutura de escoamento, por exemplo, conseguiríamos ser mais competitivos e, com certeza, nossos resultados seriam ainda maiores”.

Ao todo, 21 itens apresentaram variações positivas nos últimos seis meses, no Estado. Entre os produtos que contribuíram para o bom desempenho da economia regional estão os resíduos de minério de Ferro (com uma variação de 306,25% em relação ao mesmo período de 2017), a castanha-do-Pará (com variação de 861,77%) e as cervejas de malte (com variação de 269,22%). Impulsionado pela mineração, Parauapebas foi o município que mais exportou no período, com um saldo de US$ 2.691 bilhões, ficando em quarto lugar no ranking nacional. 

Indústria paraense – Na última semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou um comparativo entre abril e maio, no qual o Pará aparece como o único Estado em os 15 pesquisados, com um desempenho positivo da sua indústria, com alta de 9,2%, impulsionada, principalmente pelo minério de ferro. Segundo o IBGE, a queda nacional de 10,9% foi devida à greve dos caminhoneiros.

SISTEMA FIEPA - Portal da Indústria Paraense
X