Pará lidera ranking de oito estados que devem superar a crise em 2019

Publicado em 01/08/2018 18:08h

Fiepa Novidades

Pará lidera ranking de oito estados que devem superar a crise em 2019

Apesar do crescimento da economia, a crise está longe de ser superada. Segundo estimativa da consultoria Tendências, menos de um terço dos estados terá atingido no final de 2019 o nível pré-crise. Após uma queda acumulada de 6,9% no biênio 2015/2016, o PIB cresceu 1% em 2017, e a estimativa da consultoria é que cresça outros 1,7% em 2018 e 2,9% em 2019. A boa notícia é que o Pará lidera o ranking dos oito estados que devem se recuperar mais rapidamente.

Todos os estados que vão se recuperar mais rápido estão na região Norte e Centro-Oeste, “impulsionados principalmente pelo agronegócio e mineração, além da forte exposição ao mercado externo”, segundo a consultoria. A agropecuária, por exemplo, respondeu por 70% de todo o crescimento do país no ano de 2017 - sem ela, o PIB, naquela ocasião, teria subido 0,2% e não 1%. O maior destaque do ranking é o Pará, um dos estados menos afetados pela crise, com queda do PIB de apenas 1,2% no biênio 2015/2016, graças à produção mineral.

Nível do PIB em 2019 comparado com 2014

Pará

11,3%

Roraima

6,9%

Mato Grosso

5,5%

Mato Grosso do Sul

2,1%

Santa Catarina

1,9%

Rondônia

1,2%

Tocantins

0,9%

Amazonas

0,4%

 

Na opinião do presidente do Centro das Indústrias do Pará (CIP) e presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da FIEPA, José Maria Mendonça, o ambiente político, tributário e a segurança jurídica, dentre outros, são fatores que os investidores levam em consideração na hora de decidir por um novo negócio e são, portanto, primordiais para o desenvolvimento do Estado. “Muito do que produzimos sai do estado como matéria-prima. Precisamos de políticas públicas que façam a riqueza permanecer aqui, com incentivo à produção local e agregação de valor ao produto, e como essa mudança também atrai migrantes, geralmente com pouca ou nenhuma qualificação profissional, sendo assim necessários investimentos públicos que possam atender essa demanda”, explica Mendonça.

Outro estudo que revela um futuro animador para o Estado é o Pará Investimentos, publicação da Redes - Inovação e Sustentabilidade Econômica, da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA). Os dados mostram que o território paraense deverá receber investimentos na ordem de R$ 118,4 bilhões até 2030. “O valor ainda é muito pouco, comparado com o potencial do estado. Com a melhoria do ambiente de negócios, esses valores seriam muito maiores”, pontua José Maria Mendonça.

Com a expectativa de receber um aporte de R$ 47,8 bilhões nos próximos doze anos, o setor energético aparece no topo do ranking de segmentos com maior volume de investimentos, equivalente a 41% do montante total. Os setores de Infraestrutura e logística (R$ 40,3 bilhões), mineração (R$ 25,2 bilhões), agronegócio (R$ 3,4 bilhões) e Indústria em geral (R$ 1,2 bilhões) complementam os destaques em investimentos.

Para o presidente do Sistema FIEPA, José Conrado Santos, será necessário o empenho da classe política e também o envolvimento das entidades de classe e empresários, para a garantia de suporte para a entrada desses empreendimentos no estado. “É preciso rapidez na resolução de questões ambientais e de infraestrutura, por exemplo, caso contrário, o capital de muda para outra região que permita condições mais atrativas. Além disso, o setor produtivo deve acompanhar a vinda desses empreendimentos e se preparar para atender essa demanda. Neste quesito, é fundamental que as empresas façam investimentos em inovação e tecnologia”, avalia o presidente.

Balança Comercial

O Pará também é destaque na classificação por saldo no ranking nacional da Balança Comercial, atrás apenas de Minas Gerais. O saldo acumulado de janeiro a junho de 2018 entre importações e exportações no Pará chegou a US$ 6.540 bilhões, com um crescimento equivalente a 1,87% em comparação com o mesmo período de 2017. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e Centro Internacional de Negócios (CIN) do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA). Os números demonstram também que o Pará exportou US$ 7.182 bilhões (um crescimento de 4,19% em comparação com o ano anterior), ficando assim, na classificação por valor exportado, na posição de sexto maior exportador do país. 

Ao todo, 21 itens apresentaram variações positivas nos últimos seis meses, no Estado. Entre os produtos que contribuíram para o bom desempenho da economia regional estão os resíduos de minério de Ferro (com uma variação de 306,25% em relação ao mesmo período de 2017), a castanha-do-Pará (com variação de 861,77%) e as cervejas de malte (com variação de 269,22%). Impulsionado pela mineração, Parauapebas foi o município que mais exportou no período, com um saldo de US$ 2.691 bilhões, ficando em quarto lugar no ranking nacional. 

*Com informações do Portal Exame

SISTEMA FIEPA - Portal da Indústria Paraense
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