Publicação aponta os principais investimentos em território paraense até 2030

Publicado em 28/06/2018 14:38h

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Publicação aponta os principais investimentos em território paraense até 2030

Publicação aponta os principais investimentos em território paraense até 2030

Das doze Regiões de Integração classificadas pelo governo do estado do Pará, dez serão contempladas com projetos previstos para serem implantados até 2030, na ordem de R$ 118,4 bilhões. A região com expectativa de maior aporte é o Baixo Amazonas, que, nos segmentos de energia e infraestrutura e logística, somam mais de 32% do volume total de recursos previstos, correspondendo a R$ 37,7 bilhões. A segunda região com projeção expressiva de investimentos é a Carajás, que corresponde a 28% do total de recursos em projetos, totalizando R$ 32,7 bilhões. As regiões Araguaia e Tapajós receberão o equivalente a 10%, sendo R$ 12 bilhões do montante de investimentos. Além dessas, as regiões Guamá, Tocantins, Xingu, Rio Caeté, Rio Capim e Guajará, juntas, têm previsão de aporte no valor total de R$ 23 bilhões.

Os números estão entre os destaques da quinta edição da publicação Pará Investimentos – Oportunidades e Desafios, lançada pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), por meio da iniciativa REDES - Inovação e Sustentabilidade Econômica. Segundo o presidente do Sistema FIEPA, José Conrado Santos, os investimentos representam oportunidades para o setor produtivo. “O Sistema FIEPA observa com atenção a chegada dos investimentos ao Estado e apoia os projetos que vêm contribuir para a competitividade na região. Cabe às nossas indústrias acompanharem a vinda desses empreendimentos e se prepararem para atender essa demanda. Neste quesito, é fundamental a atenção à inovação e tecnologia e também firmar parcerias com instituições como a REDES/FIEPA, que atua diretamente como o principal apoiador das indústrias no desenvolvimento e aproximação de fornecedores capacitados”, diz José Conrado Santos, presidente do Sistema FIEPA.

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De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), José Maria Mendonça, o desenvolvimento de projetos e a implantação de investimentos nessas regiões têm grande impacto no âmbito econômico. “Os efeitos dos investimentos são em cadeia, do maior para o menor, ou seja, todos são afetados com os benefícios das implantações. As regiões passam a ter recurso financeiro, e isso melhora o ambiente de negócios. Todo o investimento maciço contribui para movimentar a economia local, aumentar a qualidade de vida, a parti da geração de empregos”, afirma.

O economista e consultor de empresas Nélio Bordalo Filho aponta que os impactos são positivos, pois os investimentos aplicados em projetos no setor mineral e em energia contribuem para, além da geração de emprego, distribuição da renda e arrecadação de impostos que serão canalizados para as políticas públicas. Ele explica que no entorno dos grandes projetos, pequenas e médias empresas se instalam para fornecerem produtos e serviços, potencializado o ambiente de negócio favorável para outras atividades. “Para transformar essa potencialidade em negócios, é necessário o engajamento dos empreendedores, investidores, Governo Federal e Estadual, na busca de soluções para os gargalos existentes, tais como: logística de transportes e armazenamento e qualificação de mão de obra necessária para as indústrias”, afirma.

O economista destaca que a pulverização dos investimentos em dez das doze regiões é outro aspecto relevante para a economia do Estado, pois são valores monetários significativos que
certamente irão beneficiar parcela representativa da população do Pará. “Serão 21 municípios impactados positivamente com projetos de grande porte. Esses projetos atraem as ‘empresas satélites’, que serão instaladas ou ampliadas no entorno, passando a fornecer produtos ou serviços demandados pelos grandes empreendimentos”, argumenta. Ele reforça que outro fator importante é a arrecadação de impostos, federais, estaduais e municipais, que serão recolhidos através da geração de receitas das empresas de vários portes, retornando como serviços à população, através de políticas públicas voltadas para os mais diversos setores. “Os projetos
beneficiam todos os atores envolvidos no processo de desenvolvimento do Estado, empresas, trabalhadores e governos”, conclui.

SISTEMA FIEPA - Portal da Indústria Paraense
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