REDES/FIEPA e Norte Energia dão início à primeira atividade do convênio para o fortalecimento da cadeia do pescado no Xingu

Publicado em 07/08/2019 14:37h

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REDES/FIEPA e Norte Energia dão início à primeira atividade do convênio para o fortalecimento da cadeia do pescado no Xingu

O Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), por intermédio da iniciativa REDES – Inovação e Sustentabilidade Econômica, e representantes da Norte Energia, reuniram-se em Altamira, na última terça-feira, 23, para dar início as atividades do convênio que busca o desenvolvimento e fortalecimento da cadeia do pescado na Região do Xingu, que inclui entre suas ações, a elaboração de um Diagnóstico Mercadológico do Setor.

O convênio inclui uma série de ações que estão alinhadas com as condicionantes 2.24 e 2.26 da Licença de Operação Nº 1317/2015 da Usina Hidrelétrica Belo Monte expedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, e estão em sintonia com os projetos de Incentivo à Pesca Sustentável e o projeto de Aquicultura de Peixes Ornamentais do Projeto Básico Ambiental da UHE Belo Monte. As atividades deste convênio, de duração de dois anos, terão alcance a doze municípios da região - Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Uruará e Vitória do Xingu.

Durante o encontro, o grupo composto pelos coordenadores da REDES/FIEPA, gestores da Superintendência Socioambiental e de Assuntos Indígenas da Norte Energia, assim como consultores especializados que desenvolvem projetos relacionados à cadeia do pescado, fez os alinhamentos iniciais do Diagnóstico Mercadológico do Setor Pesqueiro, que tem como objetivo entender o mercado do segmento, mapeando as oportunidades de negócios e suas especificidades em relação ao setor de pesca para consumo ou ornamental.

Entre os responsáveis técnicos que tocarão o diagnóstico, está uma equipe de profissionais multidisciplinares composta pela Engenheira Química Dra. Marileide Moraes Alves, que atua na área de Tecnologia do Pescado; o Engenheiro de Pesca Dr. Marcos Ferreira Brabo, com atuação na área de Economia Aplicada; o Engenheiro Agrônomo Me. Rui Alves Chaves, que atua na área de Aquicultura; e o Engenheiro de Pesca Me. Breno Portilho de Sousa Maia, da área de Pesca. Para a equipe, a aquicultura no Brasil está em crescimento, e o país pode um dia estar entre os maiores produtores de pescado, mas para isso, é necessário desenvolver políticas públicas que possam fortalecer a atividade.

Em parceria com a REDES/FIEPA, os pesquisadores estão fazendo um levantamento de dados secundários acerca da aquicultura, e das atividades da pesca ornamental e da pesca artesanal. Estas duas últimas, segundo a Engenheira Química Marileide Alves, destacam-se por representarem oportunidade de trabalho e renda para a população da área de influência da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, e dividem espaço com a aquicultura desenvolvida em tanques-redes, que foram formados a partir da constituição do reservatório da usina.

A pesquisadora destaca que “o diagnóstico mercadológico pode contribuir substancialmente na estruturação dessas cadeias e na consolidação de arranjos produtivos locais, balizando as tomadas de decisão de gestores públicos e investidores em relação aos negócios que as integram nos elos de insumos, produção, transformação, distribuição e comercialização” e que sua maior contribuição “é para a sustentabilidade dos negócios locais que integram as cadeias de valor da aquicultura, da pesca ornamental e da pesca artesanal.”

Há nove anos desenvolvendo ações em prol da região do Xingu, em parceria com a Norte Energia, a REDES/FIEPA acredita que os novos projetos a serem implementados são de suma importância. O gestor executivo da iniciativa da FIEPA, Marcel Souza, acredita que “essa nova fase trará resultados positivos, no que tange ao desenvolvimento e sustentabilidade econômica para a região”.

 

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