Reunião na FIEPA debate oportunidades para o setor produtivo local

Publicado em 02/10/2019 16:41h

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Reunião na FIEPA debate oportunidades para o setor produtivo local

Reunião de trabalho realizada na manhã desta quarta-feira (02) na Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) discutiu oportunidades de investimento no Estado, linhas de financiamento, incentivos fiscais e bioeconomia. O evento foi uma iniciativa do Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra/FIEPA), do Centro das Indústrias do Pará (CIP), da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (CODEC), e contou com a presença de empresários de diversos setores produtivos.

Uma série de apresentações esclareceu, por exemplo, sobre a política e o passo a passo do processo de concessão de incentivos fiscais; oportunidades de agregação de valor aos produtos locais; linhas de financiamento do BanPará, Banco da Amazônia e do FINEP. A BioTec Amazônia destacou a importância da bioeconomia na Biotecnologia Industrial, responsável, dentre outros, pelo desenvolvimento de biocombustíveis, químicos de fontes renováveis e bioplásticos. Estima-se que, em 2030, o mercado global referente ao uso dessas tecnologias alcance um volume de 300 bilhões de Euros.

A empresária Fatima Chamma destacou a oportunidade da discussão e o espaço dado aos que produzem e precisam de incentivos para se manter competitivo. “O encontro foi muito importante para nos posicionarmos, observar as nossas dificuldades em relação ao que existe e reivindicar. A indústria tem um diferencial, ela transforma, ela pesquisa. Por isso, precisa de incentivo para que se fortaleça e cresça”, diz Chamma.

O presidente da Codec, Lutfala Bitar, destacou o trabalho que vem sendo feito para recuperar os Distritos Industriais do Estado visando, com parcerias, o desenvolvimento do setor produtivo local. “Estamos trabalhando filme nos distritos industriais, que tem uma série de problemas. Há muitas áreas inativas que estamos tentando transformar em áreas ativas. De tal maneira que o Pará tenha uma ação industrial que venha a produzir o desenvolvimento do nosso estado. Para isso, penso que a SUDAM, o Banco da Amazônia e o FNO podem atuar como nossas agências de Desenvolvimento. Nós não podemos continuar com a participação de apenas 2%, 3% do PIB nacional com essa riqueza toda que temos. Alguma coisa precisa ser feita”, diz Bitar.

O presidente do CIP e vice-presidente da FIEPA, José Maria Mendonça, avaliou positivamente o encontro. “Foi uma manhã extremamente produtiva e aberta ao debate. A FIEPA tem as portas sempre abertas para aqueles que, assim como nós, desejarem discutir estratégias para um Pará melhor”, finaliza Mendonça.

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