Setor produtivo paraense considera aprovação da Reforma da Previdência importante para o desenvolvimento da economia

Publicado em 11/07/2019 10:39h

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Setor produtivo paraense considera aprovação da Reforma da Previdência importante para o desenvolvimento da economia

Aprovado pela Câmara de Deputados na noite de quarta-feira (11), por 379 votos a 131, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de Reforma da Previdência, que altera as regras de aposentadoria, passa por análise das emendas e destaques apresentados pelos partidos e tem previsão de ser votado em segundo turno na sexta-feira (12). O setor produtivo destaca a importância da aprovação da Reforma para o desenvolvimento da economia brasileira.

“Além de resolver a questão do déficit da Previdência, essa reforma pavimenta o caminho para a resolução de outras problemáticas, como a do sistema tributário brasileiro, privatizações e desburocratização do país. São questões que não podemos ignorar, caso contrário, pagaremos o preço de ficarmos atrasados em relação aos nossos concorrentes, com nossa economia parada e o aumento do desemprego, entre outros fatores”, avalia o presidente da Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA, José Conrado Santos.

Dados do Governo Federal mostram que, em 2016, 52,1 milhões de brasileiros contribuíram para a Previdência e que havia 33,2 milhões de aposentados. Para cada pessoa que recebia a aposentadoria, havia pouco mais de 1,5 contribuintes. Mas as projeções indicam que, sem a reforma da Previdência, em 2050, o número de contribuintes cairá para 43,9 milhões de pessoas e haverá 61 milhões de aposentados. Essa mudança ocorre por dois fatores: o aumento da expectativa de vida dos brasileiros e a queda na taxa de fecundidade.

“Com a população brasileira envelhecendo, em pouco tempo haverá mais gente recebendo benefícios do que pessoas contribuindo para a Previdência. Isso inviabilizará o sistema e ameaçará o pagamento das pensões e aposentadorias”, explica o presidente do Sistema FIEPA, José Conrado Santos.

Se aprovada em segundo turno na sexta-feira, a proposta da Reforma segue para o Senado, onde deve entrar na pauta após o recesso parlamentar, que inicia-se em 18 de julho.

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