Setor produtivo pede ao Ministério da Cultura mais incentivos ao Pará

Publicado em 21/06/2018 11:17h

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Setor produtivo pede ao Ministério da Cultura mais incentivos ao Pará

De acordo com o Ministério da Cultura, as atividades culturais no Brasil representam 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB) e geram mais de um milhão de empregos formais diretos, em mais de 200 mil empresas. Os números foram apresentados em Belém, nesta quinta-feira (21), ao Fórum das Entidades Empresariais do Pará, pelo ministro Sérgio Sá Leitão, durante o seminário Cultura Gera Futuro, realizado na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (FAEPA).

“Nem todos reconhecem as atividades culturais e criativas como atividades econômicas. Temos nos empenhado em tomar medidas práticas para valorizar nossas atividades culturais e com isso gerar renda em empregos nas mais diversas regiões do País”, destacou o ministro. De acordo com ele, a contribuição dessas atividades para o PIB nacional é impressionante, tendo em vista que ela ultrapassa até mesmo setores tradicionais que foram beneficiados com as políticas de incentivo do governo. “Entre 2012 e 2016, a média de crescimento do setor cultural foi de 9,1%, acima até mesmo da média da economia, que sofreu recessão no biênio 2015/2016”, complementou Sérgio Sá Leitão.

O seminário tem sido apresentado nos 27 estados brasileiros e atende ao desafio do ministério de ter uma atuação nacional, respeitando as diferenças e singularidades de cada região. No Pará, O Fórum das Entidades Empresariais, presidido pelo industrial José Conrado Santos, entregou um documento ao ministro, destacando a importância de fazer um mapeamento das atividades culturais no Pará, em especial da região do Marajó, para que os investimentos sejam aplicados de acordo com a realidade local.

José Conrado Santos, que também é presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Estado do Pará (FIEPA), disse que o setor produtivo tem interesse na cultura por ela ser geradora de desenvolvimento. “Costumam dizer que o setor produtivo não tem nada a ver com cultura, mas tem sim. A indústria criativa é a que mais cresce no país e aqui no Pará nós usamos muito pouco os programas e verbas para a cultura. Estamos aprendendo e precisamos mudar isso”, disse o presidente.

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