Sobretaxa norte-americana para o alumínio deve prejudicar o Pará

Publicado em 09/03/2018 16:25h

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Sobretaxa norte-americana para o alumínio deve prejudicar o Pará

O Brasil venderá US$ 3 bilhões a menos de aço e US$ 144 milhões a menos de alumínio para os Estados Unidos, o que equivale a uma massa salarial de quase R$ 350 milhões e impostos da ordem de R$ 200 milhões, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Isso por conta da decisão dos Estados Unidos de criar sobretaxa de importação do aço (25%) e do alumínio (10%). A medida, anunciada ontem (08) pelo presidente Donald Trump, vale a partir de 23 de março.

Segundo o presidente do Sistema FIEPA, José Conrado Santos, a medida deverá gerar prejuízos também no Pará. “Ainda não deu tempo de mensurar essas perdas, mas para se ter uma ideia, só no período 2016-2017, por exemplo, o Pará exportou mais de US$ 33 milhões de alumínio e derivados para o país norte-americano”, afirmou o presidente.

A FIEPA deverá acompanhar, juntamente com a CNI, o desenrolar da questão, pois o setor produtivo é contrário à decisão injustificada e ilegal do governo dos Estados Unidos de aplicar tarifas adicionais ao aço e ao alumínio exportados pelo Brasil e por outras economias. De acordo com a CNI, o governo americano impõe medidas de forma unilateral sem respeitar as regras de investigação para a adoção de medidas de defesa comercial, discrimina o produto estrangeiro em detrimento do produzido nos EUA e amplia a tributação da importação para além das alíquotas acordadas pelo próprio país na OMC. Ou seja, ao adotar as medidas, os norte-americanos violam pelo menos três normas da OMC.

“A CNI defende o respeito às normas internacionais e nacionais sobre defesa comercial e considera que o governo brasileiro deve utilizar todos os meios disponíveis para responder à decisão americana, inclusive no âmbito do sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), o que, em caso de vitória, nos daria direito à retaliação”, afirma Robson Braga de Andrade, presidente da CNI.

SISTEMA FIEPA - Portal da Indústria Paraense
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