Com 96 integrantes, delegação do Pará disputa festival nacional de robótica em São Paulo
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Teve início nesta quinta-feira (5) a etapa nacional do Festival SESI de Educação, em São Paulo. Considerada a maior competição de robótica educacional do país, o evento reúne este ano uma das maiores delegações da história do Pará: são 96 pessoas, entre estudantes, técnicos e professores, que compõem oito equipes inscritas em todas as modalidades do torneio.
O tema central da temporada 2025/2026 é a Arqueologia. O desafio exige que os competidores desenvolvam projetos de inovação e operem robôs em missões que simulam escavações, análise de dados históricos e preservação de artefatos. A proposta é utilizar ferramentas de engenharia e tecnologia para solucionar questões ligadas ao estudo do passado.
Para o superintendente do SESI Pará, Dário Lemos, o volume da delegação reflete o avanço da educação tecnológica no estado. "Estar em São Paulo com 96 representantes é a prova de que a educação tecnológica no Pará atingiu um patamar de maturidade. Mais do que troféus, o que buscamos é proporcionar a esses jovens a experiência da superação e do trabalho em grupo. O SESI investe no protagonismo estudantil porque acredita que a solução para os desafios da indústria e da sociedade paraense vem por meio da inovação", afirma Lemos. Entre os 96 integrantes da comitiva paraense está Nicolas Bendelak, integrante da equipe Garças de Botas, da categoria FIRST Lego League Challenge (FLL) que está participando pela primeira vez da etapa nacional, o estudante destacou que, além da competitividade, o festival é uma plataforma de troca de conhecimento. "Estou muito feliz, é uma oportunidade magnífica de muito aprendizado. A gente sempre vem com o intuito de ganhar, mas, com certeza, o aprendizado vale mais que tudo. Sabemos que são equipes muito boas e, se elas estão aqui, é porque mereceram igual a gente", afirmou Nicolas.
Ciência e pesquisa
A integração da robótica ao currículo escolar tem sido utilizada como ferramenta para o desenvolvimento de competências científicas. De acordo com a gerente executiva de educação do SESI Pará, Márcia Arguelles, o tema deste ano conecta diferentes áreas do conhecimento. "Ao trabalhar com a arqueologia, os alunos são provocados a unir história e tecnologia. Esse processo é fundamental para formar pesquisadores no nosso estado. Vemos jovens que não apenas dominam a programação, mas que sabem investigar, validar hipóteses e propor soluções inovadoras. É um celeiro de talentos que retorna ao Pará com uma visão de mundo mais ampla", destaca a gerente.
As competições seguem ao longo do final de semana. As finais ocorrem no domingo, quando serão definidas as equipes que representarão o Brasil nas etapas internacionais da competição.






