Indústrias do Pará fortalecem competitividade com acesso a crédito e mercado internacional
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Respostas práticas para onde captar recursos, como acessar crédito mais barato, antecipar vendas e estruturar capital de giro para operar no mercado internacional são prioridades para muitos empresários, especialmente aqueles que pretendem transformar planos de expansão em projetos viáveis, como é o caso de Leandro Daher, fundador e CEO da AMZ Tropical, que participou do Pitch de Crédito e Exportação, na terça-feira (10), na sede da FIEPA.
“Eu tenho uma indústria de bebidas alcoólicas com sabores amazônicos, voltada para o mercado exterior. Quero entender melhor onde captar recursos, o que está acontecendo no mercado externo e como acessar crédito mais barato. O mundo está olhando diretamente para a Amazônia e está de olho no nosso país e nos nossos ativos da floresta. Então, acho que é um momento muito propício, com muita oportunidade para as empresas”, avalia Daher.
A experiência vivida pelo empresário reflete o propósito do Pitch de Crédito e Exportação, promovido pelo Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC) e pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEPA, com apoio do Núcleo de Desenvolvimento Sindical. A proposta buscou aproximar as indústrias paraenses das principais oportunidades de financiamento e dos instrumentos voltados à inserção competitiva no mercado nacional e internacional. De forma dinâmica, o formato aposta em apresentações rápidas e objetivas, tendo cada instituição até dez minutos para apresentar soluções práticas aplicáveis à realidade das empresas.
Na avaliação de Cassandra Lobato, gerente do CIN FIEPA e gestora do NAC, a iniciativa também cumpre o papel de preparar a indústria para os próximos ciclos do mercado. “Ao longo do ano, vamos lançar novidades e soluções que nossos parceiros irão trabalhar em 2026. Já no início do ano, os empresários ficam sabendo quais serviços e instrumentos estarão disponíveis para apoiar seus negócios. Isso é fundamental para que a indústria paraense seja cada vez mais competitiva e esteja inserida em um ambiente global, que exige planejamento, inovação e capacidade de adaptação”, explicou Lobato.

Inovação e novos mercados
No eixo de crédito, representantes do BNDES, Cresol, Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia detalharam linhas e mecanismos de financiamento voltados à expansão produtiva, capital de giro e modernização. A ideia é mostrar que, além do crédito tradicional, existem alternativas ajustadas ao perfil de cada empresa, seja ela iniciante no mercado externo ou já em fase de ampliação das operações.
Para o superintendente corporativo do Sistema FIEPA, Aderson Pessoa, o acesso ao crédito começa pela qualidade do projeto apresentado pelas empresas. “Reunimos instituições para explicar de forma objetiva como funciona esse acesso. Mas é importante alertar que crédito pressupõe um bom plano de negócio. Tenho convicção de que todos saem daqui mais preparados, tanto em relação ao acesso ao crédito quanto à inserção internacional dos negócios. O formato do pitch é desafiador, porque exige que as instituições façam muito em pouco tempo, mas é um modelo alinhado com a dinâmica atual das empresas, que precisam de informação direta, prática e estratégica”, afirmou o superintendente.
A programação também trouxe o olhar para inovação e estruturação de projetos. Cláudio Sampaio, da Sampa Capital e Investimentos, apresentou soluções para a elaboração técnica de propostas de financiamento, destacando como um bom projeto pode viabilizar investimentos estratégicos.
Já Rodrigo Lima, gerente do Departamento Regional Norte da Finep, explicou as oportunidades oferecidas pela financiadora pública responsável pelo fomento à inovação no Brasil, reforçando que competitividade e acesso a novos mercados passam, necessariamente, pelo desenvolvimento tecnológico.
Quando o tema é exportação, o evento amplia o horizonte das empresas. Representando a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Vitória Pierson, do escritório da entidade em Nova York, mostrou como a rede de escritórios internacionais pode apoiar a inserção das empresas brasileiras no exterior, desde a prospecção comercial até a adaptação a mercados específicos.
“Colocar pontos focais da indústria em mercados estrangeiros para apoiar as exportações vem muito no sentido de aproveitar essas oportunidades e esse momento positivo que a indústria brasileira vive em termos de competitividade, além de facilitar o acesso à informação. São oportunidades que muitas vezes não seriam possíveis à distância. Por isso, por meio das federações, a gente quer promover essa aproximação da indústria brasileira com os mercados externos e com esses pontos focais, fortalecendo a atuação do Sistema Indústria e oferecendo um acesso mais facilitado”, reforçou Vitória.
A logística também entrou na pauta com a apresentação do programa Exporta Fácil, dos Correios, que oferece soluções para pequenas e médias empresas que desejam começar a vender para fora do país. Complementando o ciclo, Davison Matos, da Dcomex, abordou aspectos do desembaraço aduaneiro, etapa essencial para garantir segurança e eficiência nas operações de comércio exterior.
“É muito importante que os empresários saibam qual é o papel deles e da empresa no processo de exportação. Porque não adianta só ter o produto e a vontade de exportar, sem saber como fazer isso. E a gente atua diretamente nessa solução. A gente traz soluções sistematizadas para trabalhar o processo do empresário e fazer com que tudo fique completo, em conformidade, para que ele possa realizar a operação com segurança”, pontuou Matos.
TEXTO: Emilly Melo / Comunicação FIEPA



