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ONU reforça papel da inovação para futuros resilientes em workshop no SENAI

Atualizado: 11 de dez. de 2025



"Não há justiça climática sem inovação". Esse foi o recado deixado por Perumal Arumugam, gerente da UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) durante o 18º Workshop de Inovação Sistêmica da ONU-Catalisando Inovação para Futuros Resilientes Baseados na Natureza, que ocorreu neste sábado, 15 de novembro, no SENAI Getúlio Vargas, em Belém. Iniciativa do United Nations Climate Change Global Innovation Hub, o Hub Global de Inovação da ONU para Mudanças Climáticas (UN GIH), o evento teve o apoio do Sistema FIEPA (Federação das Indústrias do Estado do Pará) e da Jornada COP+, movimento multissetorial liderado pela federação, e reuniu lideranças internacionais para avançar em soluções sistêmicas de clima e sustentabilidade.


Durante a abertura, Perumal Arumugam, gerente da UNFCC, destacou que o workshop não é apenas sobre tecnologia, é sobre colaboração. "Queremos fortalecer a transparência, a confiança e entregar benefícios climáticos para as pessoas. Enquanto a COP30 avança, fica claro que a inovação e tecnologia feitas com integridade são necessárias para a justiça social", afirmou.


O presidente da FIEPA e da Jornada COP+, Alex Carvalho, afirmou que a indústria do Pará está comprometida com a jornada de inovação rumo a um desenvolvimento sustentável. "Como cidadão de Belém nascido aqui, compreendo a importância da inovação, da tecnologia e de sistemas integrados que colaboram com a nossa região. Em maio de 2024, lançamos o movimento Jornada COP+ e esse símbolo de “mais” está olhando para frente, para a continuidade do que já fizemos até agora", destacou.


Nitin Arora, líder do UN Climate Change Global Innovation Hub destacou que a inovação deve ser feita de forma sistemática e colaborativa. "Este workshop não é só sobre conhecimento, é sobre colaboração. Nós estamos reunindo um grupo de parceiros do setor público, privado e pesquisadores. O nosso conhecimento, criatividade e compromisso é o que faz isso acontecer", pontuou.


Reunindo especialistas em observação da Terra, inteligência artificial, computação de alto desempenho, gêmeos digitais e políticas de financiamento climático, o 18º Workshop de Inovação Sistêmica promoveu painéis, plenárias, grupos de trabalho e sessões de formulação de projetos.





O evento abordou uma agenda ampla e estratégica, conectando inovação, tecnologia, finanças climáticas, iniciativas locais, governança e políticas públicas para fortalecer futuros resilientes baseados na natureza, com foco especial na Amazônia. Cientistas e pesquisadores da região e de todo o mundo discutiram ações comunitárias voltadas para a sustentabilidade. Foram discutidas iniciativas de bioeconomia que estão transformando o Pará em uma referência na economia baseada na floresta em pé, e ferramentas tecnológicas essenciais para a ação climática, como ferramentas de observação da Terra, Computação de Alto Desempenho, Gêmeos Digitais para inventários de biodiversidade, inteligência artificial e ferramentas de transparência. Tecnologias necessárias, por exemplo, para o controle de desmatamento e monitoramento da conservação de ecossistemas como florestas e manguezais.


Carlo Souza Jr, pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia - Imazon, apresentou ferramentas de sensoriamento remoto desenvolvidas pelo Instituto e destacou a importância do desenvolvimento de pesquisa de ponta na região. “A Amazônia é um grande laboratório e para entender a Amazônia tem que tá aqui na Amazônia. Várias soluções de monitoramento que nós desenvolvemos aqui já estão sendo aplicadas em outras regiões do planeta, já conseguimos exportar a nossa tecnologia e são tecnologias ligadas às necessidades do nosso território”, afirmou.


Os painéis também debateram o papel da educação para desenvolver a inovação e futuros resilientes baseados na natureza, e as possibilidades de financiamento para desenvolver capacidades em tecnologia de ponta para a natureza.


Em seguida, os participantes se reuniram em grupos de trabalho para formulação de Projetos Globais de Inovação, nas seguintes áreas: soluções baseadas na natureza, incluindo biodiversidade; tecnologias avançadas para a resiliência da natureza, instrumentos de financiamento inovadores, incluindo mercados de carbono; transição energética e inovações relacionadas à energia; e mobilidade sustentável. As ideias foram discutidas e avaliadas para que sejam viabilizadas.


Hub Global de Inovação da ONU para Mudanças Climáticas


Criado durante a COP26, o UN GIH atua para conectar cientistas, governos, empresas, investidores, universidades e organizações sociais, impulsionando o desenvolvimento e a aplicação de tecnologias, modelos de negócios, instrumentos financeiros e soluções políticas capazes de gerar impacto climático em larga escala. Os Workshops de Inovação Sistêmica (sigla em inglês SIW) são o principal eixo desse trabalho: já foram 17 edições realizadas em diferentes regiões do mundo, formando uma rede global de soluções e processos colaborativos.


Mais de 40 potenciais projetos internacionais já surgiram das oficinas anteriores, consolidando o evento como um instrumento estratégico do sistema UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima) para fomentar iniciativas de impacto planetário. A iniciativa mobiliza representantes de governos, bancos de desenvolvimento, fundos de investimento, instituições acadêmicas, aceleradoras, agências internacionais, startups, comunidades locais e lideranças indígenas, reforçando o caráter multidisciplinar e colaborativo da agenda global conduzida pelo UN GIH.


Ao trazer o 18º Workshop de Inovação Sistêmica para Belém, o UN GIH reafirma o papel estratégico da Amazônia nas soluções climáticas internacionais, contribuindo para fortalecer capacidades institucionais locais, apoiar redes de inovação em florestas tropicais e conectar a região a um processo global, contínuo e crescente de inovação sistêmica.


Realização- O workshop foi organizado pelo Hub Global de Inovação da ONU para Mudanças Climáticas (UN GIH) apoiado pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Jornada COP+, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Universidade Federal do Pará (UFPA), Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá), Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Prime Space-as-a-Service, Instituto Bem da Amazônia (IBA) e Temple Comunicação, instituições que atuam pela inovação climática e pelo desenvolvimento sustentável na Amazônia.



Texto de Mayra Leal.

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