Torneio de robótica apresenta, pela primeira vez, a competição de robôs FTC no Pará
- deborabarbosa2
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Atualizado: há 8 horas

O Festival Regional SESI de Educação já tem data marcada e será realizado nos dias 22 e 23 de janeiro, no SESI Ananindeua. Com entrada gratuita e aberta ao público, o evento reúne 45 equipes, formadas por alunos das escolas SESI no Pará, de instituições públicas e privadas, além de competidores de outros estados.
Além das tradicionais provas de First Lego League (FLL), onde as equipes exibem seus robôs na mesa de competição e apresentam projetos de inovação ligados a um determinado tema, a edição 2026 traz a estreia da FIRST Tech Challenge (FTC), uma das principais competições internacionais de robótica educacional. A modalidade reúne estudantes de 14 a 18 anos e é voltada para a construção e programação de robôs com até 45x45x45 cm, criados com peças estruturais, sensores e motores de forma a cumprir missões de forma autônoma e controlados por joystick. Ao todo, o evento reúne cerca de 360 participantes, entre competidores e técnicos.

Para o superintendente do SESI Pará, Dário Lemos, a chegada da FTC representa um avanço significativo na formação dos jovens. “Trazer a FIRST Tech Challenge para o nosso festival é ampliar horizontes. Estamos oferecendo aos estudantes do Pará a oportunidade de vivenciar uma competição de nível internacional, que desenvolve habilidades técnicas, trabalho em equipe, pensamento crítico e prepara esses jovens para os desafios do futuro”, destaca.

Soluções reais - O tema proposto este ano é o FIRST AGE, que convida os estudantes a explorarem o universo da arqueologia, com foco na investigação arqueológica, na conservação de sítios históricos e no uso da tecnologia para revelar inovações do passado capazes de inspirar soluções para os desafios atuais. Além de programar os robôs, as equipes também são desafiadas a desenvolver projetos de inovação alinhados ao tema proposto.
Entre os projetos que poderão ser acompanhados ao vivo durante o Festival Regional SESI de Educação está o ArchLumi, desenvolvido pela equipe Tubatronics, do SESI SENAI de Bragança, no nordeste paraense. A iniciativa busca apoiar o trabalho arqueológico em escavações, por meio da identificação precisa das cores das camadas do solo — um processo que hoje é realizado manualmente com a carta de cores Munsell e que pode ser subjetivo, além de suscetível a variações de iluminação, umidade e percepção individual.
Para solucionar essa dificuldade, o ArchLumi propõe um dispositivo portátil equipado com um sensor de cor RGB integrado a um microcontrolador ESP32. O equipamento realiza a leitura da cor do solo, processa os dados e os compara automaticamente com os códigos da tabela Munsell, exibindo o resultado de forma objetiva em uma tela LCD. A proposta é reduzir erros, padronizar a análise e otimizar o tempo de trabalho em campo, garantindo mais precisão e confiabilidade aos registros arqueológicos.
Segundo Márcia Arguelles, gerente de Educação do SESI Pará, o projeto exemplifica o impacto da robótica educacional na formação dos estudantes. “Quando vemos alunos desenvolvendo soluções reais para áreas como arqueologia e história, percebemos que a robótica vai muito além da tecnologia. Ela desperta o olhar científico, incentiva a inovação e mostra aos jovens que o conhecimento pode transformar realidades e contribuir para a preservação da nossa memória e do nosso território”, conclui.
Serviço: O Festival Regional SESI de Educação será realizado entre os dias 22 e 23 de janeiro, no SESI Ananindeua, das 8h30 às 18h. Entrada gratuita.






