Comitiva do Pará participa de imersão internacional sobre liderança feminina na indústria

A troca de experiências entre diferentes realidades da indústria brasileira e o contato com referências internacionais marcaram a participação de representantes do Pará na primeira edição do Programa Liderança Feminina Global, realizado em Lisboa, Portugal. Durante cinco dias, executivas brasileiras participaram de uma imersão voltada ao desenvolvimento de competências, à ampliação da capacidade de influência e à preparação para os desafios contemporâneos da indústria.
Representaram o Pará, Marcella participa da iniciativa ao lado de Fátima Chamma e Priscilla Vieira, diretoras do Sistema FIEPA; Cassandra Lobato, gerente do Centro Internacional de Negócios CIN/FIEPA; e Denise Acosta, presidente do Sindifrutas. As lideranças levaram para os debates aspectos da realidade industrial amazônica e, em contrapartida, retornaram ao estado com novos conhecimentos e referências que podem ser compartilhados no Sistema FIEPA.
“Aprendemos muito nessa imersão. Voltamos pra casa com muito conteúdo e conhecimento para compartilhar com o Sistema FIEPA, mas também agregamos com as nossas experiências, com as regionalidades específicas do estado do Pará, que tem uma indústria produtiva e sustentável”, afirmou Marcella Novaes.
Para Priscilla Vieira, a experiência também permitiu ampliar a percepção sobre o posicionamento do Brasil no cenário internacional e conhecer iniciativas que podem contribuir para o desenvolvimento da indústria nacional. “Foi muito interessante ver como o Brasil se posiciona no contexto internacional. Temos que proteger as nossas indústrias, aprender com bons cases de sucesso e práticas que estão sendo aplicadas no mundo e trazer para a nossa realidade local”, destacou.
Liderança e visão estratégica

Encerrado no dia 25 de setembro, o programa foi realizado pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL), em parceria com a Nova School of Business & Economics (Nova SBE) e com o Fórum Nacional da Mulher Empresária (FNME). A iniciativa integra o Programa de Liderança Feminina na Indústria (LiderA), da Academia de Líderes IEL.
A programação foi estruturada para estimular uma visão mais ampla sobre os desafios enfrentados pelas organizações em um cenário de rápidas transformações. No eixo Visão Estratégica, as participantes discutiram o contexto global e as principais forças de mudança, em atividades conduzidas pelo professor António Alvarenga.
Outro destaque foi o contato com a EDP, maior empresa portuguesa de energia, em uma agenda sobre foresight e construção de cenários. A empresa tem o compromisso de alcançar a neutralidade de carbono até 2030 e operar com geração elétrica 100% renovável na Europa. As executivas também participaram de uma visita técnica à companhia.
A agenda incluiu ainda discussões sobre transformação e mudança, conduzidas pela professora Marta Pimentel, além de uma visita ao campus da Nova SBE. As participantes acompanharam o bate-papo Lideranças Femininas na Transformação, com Ana Rodrigo Gonçalves, da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), que apresentou o programa Promova, voltado a iniciativas de liderança feminina nas indústrias portuguesas.
Estratégia para a indústria

Para a diretora de Governança Interna e Externa da CNI, Danusa Lima, o fortalecimento da liderança feminina está diretamente relacionado à competitividade da indústria. “O Programa Liderança Feminina Global amplia o acesso das mulheres à formação, às conexões e às experiências que contribuem para sua ascensão profissional. Mais do que desenvolver competências, a iniciativa fortalece redes e cria condições para que elas ampliem sua influência e contribuam para uma indústria cada vez mais diversa, inovadora e competitiva”, declarou.
Na avaliação de Sarah Saldanha, superintendente nacional do IEL, um dos objetivos da iniciativa é fazer com que os aprendizados obtidos durante a experiência internacional sejam transformados em novas práticas e oportunidades nas organizações brasileiras. “O nosso objetivo é mostrar para essas mulheres que o acesso a conhecimento, experiências e conexões contribui para enfrentar desafios complexos e liderar transformações”, destacou.

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