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Congresso Técnico da FIPA debate inovação, reforma tributária, IA e desenvolvimento sustentável no Pará

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

O primeiro dia do Congresso Técnico da XVII Feira da Indústria do Pará (FIPA 2026), realizado nesta quinta-feira (21), reuniu empresários, especialistas, pesquisadores e representantes do setor público para discutir os desafios e oportunidades da indústria paraense diante das transformações econômicas, tecnológicas e sociais que impactam o cenário global.


Na abertura do evento, o presidente do Sistema FIEPA, Alex Carvalho, destacou a importância da troca de conhecimento como ferramenta para fortalecer o ambiente de negócios e impulsionar o desenvolvimento sustentável no estado.


“Hoje eu quero falar sobre divisão, mas no sentido positivo, de dividir conhecimento. O ambiente de negócios está cada vez mais concorrido e exige capacitação e excelência. A melhor forma de alcançar isso é disseminando conhecimento”, afirmou.


Durante o discurso, Alex Carvalho ressaltou ainda a necessidade de integração entre indústria, comércio, logística, serviços e produtores locais para consolidar uma cadeia produtiva forte e sustentável no Pará.

“Essa cadeia precisa atuar de forma sólida e harmônica. É isso que entendemos como desenvolvimento sustentável”, pontuou.


No painel “Amazônia: Raiz do Futuro – O Pará como protagonista da nova economia industrial sustentável e as macrotendências globais para 2026”, o gerente do Observatório da Indústria do Pará/Fiepa, Felipe Freitas, apresentou dados estratégicos sobre o setor industrial paraense e os desafios para ampliar sua competitividade nacional.


Segundo ele, o estado desenvolveu um mapa estratégico da indústria baseado em oito fatores-chaves, incluindo bioeconomia, mercado de carbono, infraestrutura, ambiente econômico e recursos naturais. “O mapa busca unir os dois Pará, o da grande indústria e o da pequena economia, formada por agricultores familiares e pequenos produtores”, explicou.


A palestra “A Era da IA Generativa: mais produtividade para pequenas e médias empresas”, ministrada pelo doutor em Computação Visual Paulo Andrade, abriu a programação e abordou a evolução tecnológica e os impactos da inteligência artificial na rotina das empresas e das pessoas.


O especialista relembrou o avanço dos computadores e da internet nas últimas décadas e comparou a atual revolução da IA às grandes transformações tecnológicas do passado.


“As redes e a internet mudaram a forma como trocamos informações e aprendemos. Agora, a inteligência artificial está nos convidando novamente a mudar”, afirmou.


As mudanças no sistema tributário brasileiro também teve destaque no Congresso, por meio do painel “Pará mais competitivo: incentivos, reforma tributária e o futuro da indústria”.


René de Oliveira e Sousa Júnior, Secretário da Fazenda do Estado do Pará (SEFA), lembrou que os incentivos fiscais continuam sendo fundamentais para o desenvolvimento industrial.

“A indústria precisa ser incentivada porque é ela quem gera riqueza, emprego e desenvolvimento econômico”, disse.


O painel “Juntos Contra a Pobreza: metodologia, decisões baseadas em dados e conhecimento do território para fortalecer políticas públicas no Pará” destacou experiências sociais voltadas à redução da vulnerabilidade em municípios paraenses.


Representando a Fundação Vale, Keyla Aragão apresentou os resultados positivos do programa desenvolvido em Tucumã. Segundo ela, a iniciativa começou com atendimento a crianças e adolescentes, mas ganhou novos resultados após a implantação de metodologias voltadas ao fortalecimento familiar e geração de renda.


“Hoje podemos dizer que evoluímos com 91% das famílias acompanhadas. O plano familiar funciona como um contrato com cada família, incentivando transformação e autonomia”, afirmou.


No painel “ZPE: Competitividade Global e Desenvolvimento Sustentável para o Pará”. A gerente do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, Cassandra Lobato, destacou o potencial estratégico de Barcarena para implantação da ZPE paraense. Nesse momento, foi destacado que a política de ZPEs pode ajudar o Pará a agregar valor à produção mineral e manter parte da transformação industrial no próprio estado.


Luiz Felipe Pondé encerra o primeiro dia do congresso

O filósofo e escritor Luiz Felipe Pondé encerrou a programação do primeiro dia do Congresso Técnico da XVII Feira da Indústria do Pará (FIPA 2026) com uma palestra voltada ao papel da liderança empresarial diante das transformações sociais, políticas e tecnológicas da atualidade. Durante a apresentação, Pondé destacou que o ambiente empresarial exige pragmatismo, mas que os líderes precisam estar atentos às mudanças aceleradas do mundo contemporâneo.


Segundo ele, empresários e gestores exercem uma função que vai além da administração dos negócios. “Quem exerce liderança precisa estar atento às características da sociedade do momento em que vivemos”, afirmou.

Durante a palestra, ele também ressaltou o papel do setor produtivo privado na redução das desigualdades sociais e no fortalecimento da soberania nacional, especialmente em regiões como a Amazônia. Segundo o palestrante, o Estado enfrenta dificuldades para ocupar plenamente todos os espaços do território brasileiro, o que amplia a responsabilidade da iniciativa privada.


“O setor produtivo privado tem uma função civilizadora”, afirmou. Para ele, a atividade econômica é fundamental para diminuir “vácuos de poder”, que, segundo destacou, acabam favorecendo o avanço da criminalidade.

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