top of page
Rectangle 39477.png

Agência de Notícias

Últimas novidades e informações do Sistema FIEPA

Congresso Técnico da FIPA debate inovação, reforma tributária, IA e desenvolvimento sustentável no Pará

  • 21 de mai.
  • 4 min de leitura


O primeiro dia do Congresso Técnico da XVII Feira da Indústria do Pará (FIPA 2026), realizado nesta quinta-feira (21), reuniu empresários, especialistas, pesquisadores e representantes do setor público para discutir os desafios e oportunidades da indústria paraense diante das transformações econômicas, tecnológicas e sociais que impactam o cenário global.


Na abertura do evento, o presidente do Sistema FIEPA, Alex Carvalho, destacou a importância da troca de conhecimento como ferramenta para fortalecer o ambiente de negócios e impulsionar o desenvolvimento sustentável no estado.


“Hoje eu quero falar sobre divisão, mas no sentido positivo, de dividir conhecimento. O ambiente de negócios está cada vez mais concorrido e exige capacitação e excelência. A melhor forma de alcançar isso é disseminando conhecimento”, afirmou.


Durante o discurso, Alex Carvalho ressaltou ainda a necessidade de integração entre indústria, comércio, logística, serviços e produtores locais para consolidar uma cadeia produtiva forte e sustentável no Pará.

“Essa cadeia precisa atuar de forma sólida e harmônica. É isso que entendemos como desenvolvimento sustentável”, pontuou.


No painel “Amazônia: Raiz do Futuro – O Pará como protagonista da nova economia industrial sustentável e as macrotendências globais para 2026”, o gerente do Observatório da Indústria do Pará/Fiepa, Felipe Freitas, apresentou dados estratégicos sobre o setor industrial paraense e os desafios para ampliar sua competitividade nacional.


Segundo ele, o estado desenvolveu um mapa estratégico da indústria baseado em oito fatores-chaves, incluindo bioeconomia, mercado de carbono, infraestrutura, ambiente econômico e recursos naturais. “O mapa busca unir os dois Pará, o da grande indústria e o da pequena economia, formada por agricultores familiares e pequenos produtores”, explicou.


A palestra “A Era da IA Generativa: mais produtividade para pequenas e médias empresas”, ministrada pelo doutor em Computação Visual Paulo Andrade, abriu a programação e abordou a evolução tecnológica e os impactos da inteligência artificial na rotina das empresas e das pessoas.


O especialista relembrou o avanço dos computadores e da internet nas últimas décadas e comparou a atual revolução da IA às grandes transformações tecnológicas do passado.


“As redes e a internet mudaram a forma como trocamos informações e aprendemos. Agora, a inteligência artificial está nos convidando novamente a mudar”, afirmou.


As mudanças no sistema tributário brasileiro também teve destaque no Congresso, por meio do painel “Pará mais competitivo: incentivos, reforma tributária e o futuro da indústria”.


René de Oliveira e Sousa Júnior, Secretário da Fazenda do Estado do Pará (SEFA), lembrou que os incentivos fiscais continuam sendo fundamentais para o desenvolvimento industrial.

“A indústria precisa ser incentivada porque é ela quem gera riqueza, emprego e desenvolvimento econômico”, disse.


O painel “Juntos Contra a Pobreza: metodologia, decisões baseadas em dados e conhecimento do território para fortalecer políticas públicas no Pará” destacou experiências sociais voltadas à redução da vulnerabilidade em municípios paraenses.


Representando a Fundação Vale, Keyla Aragão apresentou os resultados positivos do programa desenvolvido em Tucumã. Segundo ela, a iniciativa começou com atendimento a crianças e adolescentes, mas ganhou novos resultados após a implantação de metodologias voltadas ao fortalecimento familiar e geração de renda.


“Hoje podemos dizer que evoluímos com 91% das famílias acompanhadas. O plano familiar funciona como um contrato com cada família, incentivando transformação e autonomia”, afirmou.


No painel “ZPE: Competitividade Global e Desenvolvimento Sustentável para o Pará”. A gerente do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, Cassandra Lobato, destacou o potencial estratégico de Barcarena para implantação da ZPE paraense. Nesse momento, foi destacado que a política de ZPEs pode ajudar o Pará a agregar valor à produção mineral e manter parte da transformação industrial no próprio estado.


Luiz Felipe Pondé encerra o primeiro dia do congresso

O filósofo e escritor Luiz Felipe Pondé encerrou a programação do primeiro dia do Congresso Técnico da XVII Feira da Indústria do Pará (FIPA 2026) com uma palestra voltada ao papel da liderança empresarial diante das transformações sociais, políticas e tecnológicas da atualidade. Durante a apresentação, Pondé destacou que o ambiente empresarial exige pragmatismo, mas que os líderes precisam estar atentos às mudanças aceleradas do mundo contemporâneo.


Segundo ele, empresários e gestores exercem uma função que vai além da administração dos negócios. “Quem exerce liderança precisa estar atento às características da sociedade do momento em que vivemos”, afirmou.

Durante a palestra, ele também ressaltou o papel do setor produtivo privado na redução das desigualdades sociais e no fortalecimento da soberania nacional, especialmente em regiões como a Amazônia. Segundo o palestrante, o Estado enfrenta dificuldades para ocupar plenamente todos os espaços do território brasileiro, o que amplia a responsabilidade da iniciativa privada.


“O setor produtivo privado tem uma função civilizadora”, afirmou. Para ele, a atividade econômica é fundamental para diminuir “vácuos de poder”, que, segundo destacou, acabam favorecendo o avanço da criminalidade.


A XVII FIPA é uma realização do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA), em parceria com Sebrae e patrocínio das empresas Hydro, Vale, Alcoa, Prefeitura de Barcarena, Sicredi, Elis Circular, Ligga e Mineração Rio do Norte (MRN); com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma), Agropalma, Cargill, Coca-Cola, Hidrovias do Brasil, Saint-Gobain, Suzano, Águas do Pará e apoio cultural da Equatorial Energia.

Notícias Relacionadas

Não há notícias relacionadas

Imagens

Não há imagens relacionadas

Vídeos

Não há vídeos relacionados

Áudios

Não há áudios relacionados

Webcast

Não há webcast relacionados

fiepa-com-assinatura-positiva.png

Siga nossas redes sociais

Contato

(91) 4009-4965

Observatório da Indústria do Pará

Guia Industrial do Pará

CNI

SESI/PA

SENAI/PA

IEL/PA

Copyright © 2024 FIEPA. Todos os direitos reservados

Desenvolvido por Fluxo

bottom of page