FIEPA destaca identificação de hidrocarbonetos na Foz do Amazonas e defende desenvolvimento para a região
- há 3 dias
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Federação avalia anúncio da Petrobras como avanço para o desenvolvimento do Norte e reforça defesa de uma exploração responsável, com geração de oportunidades para a Amazônia

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) se manifestou nesta sexta-feira (14) sobre o anúncio da Petrobras de identificação de hidrocarbonetos no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas.
Para a Federação, a notícia representa um avanço após anos de discussões em torno do direito do Brasil de conhecer o potencial energético da região e reforça a importância de conciliar desenvolvimento econômico, transição energética e rigor ambiental.
O presidente da FIEPA, Alex Carvalho, afirmou que o anúncio é recebido com alívio pelo setor produtivo e defendeu que decisões relacionadas ao desenvolvimento da Amazônia sejam orientadas pela ciência e pela técnica.
“É uma vitória contra aqueles que insistem em boicotar o desenvolvimento do país e tratar a Amazônia como um território onde tudo deve ser proibido. Depois de tanta luta para que o Brasil tivesse o direito de conhecer o seu próprio potencial, recebemos essa notícia com alívio. A ciência e a técnica precisam estar acima de discursos ideológicos que condenam o Norte ao atraso”, afirmou.
A FIEPA destaca que o potencial energético da região precisa se traduzir em benefícios concretos para a Amazônia. A Federação defende que o avanço dessa agenda estimule investimentos em infraestrutura e tecnologia, fortaleça fornecedores locais, amplie a qualificação profissional e gere empregos e renda.
Para Alex Carvalho, é fundamental garantir que a região participe efetivamente das oportunidades econômicas que podem surgir a partir desse potencial.
“Não queremos apenas assistir à riqueza passar diante dos nossos olhos. Queremos que ela gere oportunidades aqui. A Amazônia não pode continuar pagando o preço de um falso dilema entre desenvolver e conservar. O Norte tem direito ao desenvolvimento — com responsabilidade, segurança e respeito ao meio ambiente”, concluiu.


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