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FIEPA leva missão empresarial à Alemanha e reforça presença do Pará na Hannover Messe 2026

  • há 8 horas
  • 5 min de leitura

“A expansão global está diretamente ligada ao potencial da Amazônia e à força da proposta da marca”. A frase é da fundadora e CEO de uma empresa paraense de biocosméticos, Daniela Cunha, que comemora dois anos de atividade já com a venda dos produtos aos Estados Unidos. Segundo a empresária, optar por e-commerce e buscar parcerias estratégicas tem sido importante para o posicionamento da marca no mercado de beleza limpa e luxo sustentável. Mas Daniela acredita que “a consolidação depende do acompanhamento de tendências, especialmente em áreas como sustentabilidade, digitalização e eficiência produtiva — temas que impactam diretamente a competitividade.”


A empresária é uma das integrantes da comitiva paraense organizada pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), para a Hannover Messe 2026, na Alemanha - feira reconhecida como a principal vitrine global de inovação industrial. Será a terceira vez da FIEPA no evento, a primeira com participação direta de empresas paraenses. O grupo integra a missão nacional organizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A Hannover Messe será realizada entre 19 e 24 de abril.


“Uma oportunidade altamente estratégica para a Quri Natural Beauty. Esperamos fechar parcerias estratégicas com outras empresas, startups, universidades e centros de pesquisa internacionais, ter acesso a novas tecnologias e soluções inovadoras, prospectar negócios e investimentos, com potencial abertura de mercados e atração de investidores. Com certeza, um passo para o fortalecimento da imagem institucional e da visibilidade internacional, ampliando a presença em redes globais de inovação”, declara Daniela.


Segundo a gerente da FIEPA CIN, Cassandra Lobato, “esse contato impacta diretamente o pensamento empresarial, promovendo novos formatos de produção, otimização de cadeias produtivas e ampliação da competitividade. E isso acontece em um momento de amadurecimento da cultura exportadora da indústria paraense, refletido no aumento do número de participantes na missão”.


Cassandra Lobato, gerente da FIEPA CIN
Cassandra Lobato, gerente da FIEPA CIN

O Pará foi o terceiro maior estado exportador brasileiro para a Alemanha, em 2025, com participação de 11,69% na balança comercial nacional - atrás de Minas Gerais e São Paulo. As exportações paraenses ao país europeu somaram US$ 763 milhões no ano passado, um crescimento de 8,69% em relação ao ano anterior; as importações totalizaram US$ 52 milhões, com queda de 14,08% no período comparado.


Minérios de cobre e concentrados foram os principais produtos exportados do Pará à Alemanha (US$ 674 milhões), enquanto o item mais importado foi coque de petróleo calcinado (US$ 16,7 milhões) – um subproduto do refino do petróleo, necessário para as cadeias da mineração e da metalurgia no Pará. No agregado nacional, o comércio Brasil-Alemanha registrou exportações de US$ 6,5 bilhões (alta de 11,69%) e importações de US$ 14,4 bilhões (crescimento de 4,53%) em 2025.


“Mais do que consolidar o que já exportamos — ainda concentrado em commodities, como o cobre —, essa missão abre espaço para diversificarmos nossa pauta, incorporando produtos com maior valor agregado, especialmente aqueles ligados à bioeconomia amazônica. A presença de empresários paraenses, organizada pela FIEPA, demonstra que estamos avançando”, avalia o presidente da Federação, Alex Carvalho. Ele destaca ainda nível elevado da programação, que inclui rodadas de negócios, reuniões previamente agendadas com empresas internacionais e ações de matchmaking — conexão entre empresas com interesses comuns — promovidas pela Enterprise Europe Network Brasil, rede coordenada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, com apoio da Embrapii e da ApexBrasil, voltada à ampliação da presença de empresas brasileiras no exterior.


O Brasil é o país parceiro oficial da feira, e contará com um Pavilhão Nacional de 2.660 m², distribuído em seis halls, reunindo empresas, instituições e representantes do governo em um espaço voltado à geração de negócios, atração de investimentos e fortalecimento da imagem do país no exterior.


A expectativa é de mais de 200 mil visitantes, e cerca de 5 mil expositores de mais de 70 países, com foco em indústria 4.0, inteligência artificial, energias renováveis e economia circular.


O presidente Alex Carvalho também vai integrar a programação oficial da CNI, ao lado de presidentes de federações das indústrias de todo o país. A agenda inclui visitação à feira, encontros institucionais com lideranças empresariais e autoridades internacionais, além da participação no Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), principal fórum bilateral entre os dois países desde 1983.


O EEBA contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do chanceler alemão Friedrich Merz, além de lideranças industriais. A programação inclui painéis temáticos, diálogos ministeriais e discussões sobre transição energética, hidrogênio verde, inovação, digitalização e infraestrutura.

A missão empresarial inclui ainda visitas técnicas a grandes indústrias globais, como Mercedes-Benz, Volkswagen, Claas e Airbus, além de reuniões da Comissão Mista Brasil-Alemanha de Cooperação Econômica e eventos de networking, como a Noite do Brasil.


Acordo MERCOSUL-UNIÃO EUROPÉIA

A programação ganha relevância adicional com a entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia, em 1º de maio. A gerente do CIN, Cassandra Lobato, avalia que o processo de implantação do acordo tende a ocorrer de forma lenta e gradual, com aprendizado contínuo sobre regras, preferências e tendências. Segundo ela, não se trata de um impacto imediato, mas de um movimento crescente, com respeito às etapas e busca por melhorias mútuas, tanto por parte do Mercosul quanto da União Europeia. “E com certeza, esta proximidade com os players das cadeias produtivas alemãs será de suma importância nessa evolução”, afirma a gerente.


Quinto maior exportador do Brasil, com US$ 24,2 bilhões embarcados, em 2025, o Pará detém o terceiro maior saldo comercial do país, além de liderar as exportações da região Norte e ocupar a segunda posição na Amazônia Legal. Com economia diversificada — ancorada em mineração, agropecuária, indústria e comércio —, o estado se destaca nas vendas externas de minério de ferro, bauxita, cobre, ouro, além de produtos agrícolas como açaí e cacau. As importações concentram-se em máquinas, equipamentos industriais e insumos para mineração e agroindústria. Entre os principais parceiros comerciais estão China, Estados Unidos e União Europeia.


Já a Alemanha é reconhecida por sua força industrial, inovação tecnológica e papel estratégico no comércio internacional, com destaque para os setores automotivo, engenharia mecânica, química, farmacêutica, eletrônica e tecnologia da informação. Para Alex Carvalho, a participação na Hannover Messe 2026 reforça o papel da FIEPA na promoção da internacionalização da indústria paraense e na inserção do estado em cadeias globais de valor.


“A comitiva leva ao cenário internacional o potencial produtivo do Pará, ao mesmo tempo em que busca atrair investimentos, fomentar parcerias e ampliar a competitividade das empresas locais. Nossa presença no evento evidencia o alinhamento da indústria paraense às agendas globais, como inovação, sustentabilidade e transição energética, consolidando o estado como um ator relevante no futuro da indústria brasileira e internacional”, finaliza o presidente.

Alex Carvalho, presidente da FIEPA
Alex Carvalho, presidente da FIEPA

FIEPA avança em agenda comercial internacional

A agenda institucional do presidente da FIEPA, Alex Carvalho, na Alemanha, inclui ainda um movimento paralelo e estratégico de aproximação com o parlamento alemão. No dia 24 de abril, a entidade participa de encontro no Bundestag (Parlamento Federal Alemão), em parceria com o Consulado Alemão em Belém, como retribuição à visita recente de parlamentares alemães ao Pará.


A reunião tratará de temas centrais para a agenda econômica do estado, como o acordo Mercosul–União Europeia, a ampliação do acesso de produtos paraenses ao mercado europeu — incluindo carne bovina e itens de origem florestal —, além de oportunidades de cooperação técnica e econômica.


Segundo Alex Carvalho, trata-se de uma agenda com foco direto na abertura de mercados e no fortalecimento das relações institucionais. “Esse é um momento importante que conseguimos articular para o início de tratativas comerciais e apresentação do potencial de cadeias produtivas do Pará, como a indústria da carne, de biocosméticos e da madeira de manejo florestal, além de abrir caminho para a importação de máquinas de alta tecnologia, área em que a indústria alemã é referência mundial”, destacou. A agenda contará ainda com representantes de empresas paraenses, da Federação da Agricultura do Estado do Pará (FAEPA), do Sindicato das Indústrias de Carne e Derivados (SINDICARNE) e da União Nacional da Indústria e Empresas da Carne (UNIEC).


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