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FIPA impulsiona negócios e se consolida como vitrine estratégica para o desenvolvimento econômico do Estado

  • 19 de mai.
  • 4 min de leitura

No Pará, a integração entre indústrias, fornecedores locais, startups e instituições vem redesenhando o cenário econômico e fortalecendo cadeias produtivas capazes de gerar mais competitividade, inovação e circulação de renda dentro do Estado e também fora dele.


Esse movimento ganha força em eventos como a Feira da Indústria do Pará (FIPA), que se consolida como espaço de articulação de negócios, networking e aproximação entre empresas de diferentes segmentos. Mais do que uma vitrine institucional, a feira funciona como um local de parcerias e oportunidades comerciais. A XVII edição da Feira da Indústria do Pará (FIPA 2026) será de 20 a 23 de maio, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, com inscrição gratuita pelo site: https://fipa.fiepa.org.br/


Para o gerente executivo da FIEPA Redes, Fábio Xerfan, o Pará vive um momento decisivo dentro da nova configuração industrial brasileira, especialmente diante das discussões sobre bioeconomia, transição energética e os investimentos previstos para a Amazônia.


“A integração entre grandes indústrias, fornecedores locais e startups está reorganizando o cenário industrial do Pará. Cada vez mais o que é demandado pelos grandes empreendimentos passa a ser fornecido por empresas paraenses, mantendo a renda no Estado e fortalecendo a economia regional”, afirma.


Segundo ele, além da circulação de riqueza, o novo cenário também exige mais profissionalização das empresas locais. “As cadeias produtivas precisam responder a padrões mais exigentes de qualidade. Ao mesmo tempo, as startups entram como elo entre a indústria e soluções inovadoras, principalmente em temas ligados à digitalização, sustentabilidade e energia”, explica.


Durante a FIPA 2026, a instituição pretende reforçar esse papel estratégico por meio de uma série de ações voltadas à geração de negócios. A principal delas será uma rodada de negócios marcada para o dia 21 de maio, reunindo fornecedores locais e representantes de grandes indústrias.


“Será uma oportunidade rara de acesso direto às maiores operadoras do Estado. Queremos transformar a feira em um ponto de partida concreto para novas conexões comerciais”, afirma.


Além da rodada, a FIEPA Redes contará com estande próprio para apresentar a Plataforma +Negócios e orientar empresas interessadas em integrar cadeias produtivas industriais.


Fortalecimento


Na prática, o fortalecimento dessas conexões já vem trazendo resultados para algumas empresas. É o caso da empresa maranhense Montisol, que segundo o gerente comercial, Vitor Gomes, a inserção nesse ecossistema de networking industrial ampliou a visibilidade da empresa.


“A Montisol tem ganhado visibilidade junto às grandes indústrias e ampliado o networking com novos fornecedores, obtendo novos negócios e custos mais competitivos”, afirma.


Entre os resultados concretos desse processo está a parceria firmada com a Sinobras, considerada um marco importante para a expansão da empresa.


Para Vitor Gomes, investir em networking industrial deixou de ser apenas uma estratégia complementar e passou a ser essencial para o crescimento empresarial.


“Apostar em networking industrial é a melhor forma de captar novos clientes, gerar novas receitas e desenvolver fornecedores, reduzindo custos e conhecendo soluções inovadoras para o negócio”, pontua.


Ele também destaca que a expansão da empresa depende diretamente da criação de novas conexões com indústrias de diferentes segmentos econômicos.


A integração das cadeias produtivas também impacta diretamente a eficiência operacional das empresas. Para o gerente de contratos da Maués Engenharia, Augusto Pinto, a aproximação entre fornecedores, clientes e empresas permite um crescimento mais sustentável e organizado.


“A integração horizontal faz com que fornecedor, empresa e cliente falem a mesma linguagem e trabalhem em prol do mesmo objetivo. Já a integração vertical aumenta a eficiência da gestão, da produtividade e da rentabilidade do processo”, explica.


Segundo ele, um dos principais ganhos está na possibilidade de monitorar cada etapa da cadeia produtiva de forma mais detalhada, reduzindo falhas e desperdícios.


“Essa integração permite identificar rapidamente as etapas que não estão evoluindo bem e tomar ações antes da conclusão do processo. Isso reduz custos, desperdícios e melhora a qualidade e a agilidade na entrega do produto ou serviço”, afirma.


Desafios


Apesar dos avanços, o Pará ainda enfrenta pontos importantes para consolidar um ecossistema industrial plenamente integrado, destaca Xerfan. Entre os principais desafios estão a necessidade de maior maturidade de gestão por parte de fornecedores locais, a baixa densidade tecnológica em alguns setores e os problemas logísticos enfrentados em determinadas regiões do Estado.


“A infraestrutura logística ainda encarece operações e há municípios com forte presença industrial, mas pouca diversificação econômica. A superação desses desafios exige articulação entre indústria, governo e instituições”, avalia Fábio Xerfan.


Ele defende que programas de qualificação de fornecedores, investimentos em infraestrutura e incentivo à inovação são fundamentais para preparar o Estado para os próximos ciclos econômicos.


“O Pará já possui uma base industrial relevante nos setores de mineração, energia, alumínio, papel e celulose. Agora, também avança em áreas como óleo e gás, além da bioeconomia. O desafio é garantir que esse desenvolvimento se transforme em oportunidades reais para os paraenses”, afirma.


A XVII FIPA é uma realização do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA), em parceria com Sebrae e patrocínio das empresas Hydro, Vale, Alcoa, Prefeitura de Barcarena, Sicredi, Elis Circular, Ligga e Mineração Rio do Norte (MRN); com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma), Agropalma, Cargill, Coca-Cola, Hidrovias do Brasil, Saint-Gobain, Suzano e apoio cultura da Equatorial Energia.

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