IBP confirma apoio institucional ao Amazon Energy 2027 durante ROG.e

Comitiva da FIEPA também se reuniu com a diretora da ANP, Symone Araújo, e outros diretores da Agência, e levou questionamentos sobre blocos da Margem Equatorial, royalties, licenciamento e preparação da infraestrutura paraense
22/09/2026, Rio de Janeiro – A participação do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) na ROG.e 2026 avançou, nesta terça-feira (22), em duas frentes estratégicas para o Estado. Durante o segundo dia do evento, no Rio de Janeiro, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) confirmou apoio institucional ao Amazon Energy 2027, realizado em Belém. A comitiva também se reuniu com a diretora da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Symone Araújo, e outros executivos da Agência, como Heloisa Helena Lopes M. da Costa, superintendente adjunta da Superintendência de Exploração da ANP, e Marina Abelha, superintendente de Promoção de Licitações da agência.
O apoio do IBP amplia a articulação construída pela FIEPA para consolidar o Amazon Energy como uma plataforma amazônica de conhecimento, relacionamento institucional e conexão de negócios para o setor energético.
O Instituto atua há mais de seis décadas na representação da indústria de petróleo, gás e biocombustíveis no Brasil e reúne mais de 200 empresas associadas, mantendo interlocução com empresas, governo, agências reguladoras e diferentes agentes da cadeia. A entidade também é responsável pela realização da ROG.e, que reúne no Rio de Janeiro algumas das principais empresas e lideranças do setor energético nacional e internacional.
Para o presidente do Sistema FIEPA, Alex Carvalho, a aproximação com instituições e empresas que já acumulam experiência na cadeia de óleo e gás é uma etapa importante na preparação do Pará diante das perspectivas abertas pela Margem Equatorial.
“Estamos buscando proximidade com quem já conhece essa cadeia, quem tem experiência, tecnologia e capacidade de investimento. Para o Pará, é fundamental aprender com esses players, estabelecer conexões e antecipar a preparação das nossas empresas, dos trabalhadores e da infraestrutura. Não precisamos começar do zero. Precisamos aproveitar experiências já consolidadas e conectá-las às potencialidades e às condições da Amazônia”, afirma Alex Carvalho.
A dimensão da ROG.e ajuda a explicar essa estratégia. Segundo o presidente do IBP, Roberto Ardenghy, somente o primeiro dia do evento recebeu cerca de 18 mil visitantes. A edição de 2026 ocorre até a próxima quinta-feira, 24, no Riocentro, com expectativa de receber 75 mil participantes, além de reunir mais de 650 expositores e 13 pavilhões internacionais ao longo dos quatro dias.
Margem Equatorial na agenda com a ANP
A preparação do Pará para a nova fronteira energética também esteve no centro da reunião da comitiva paraense com a diretora da ANP, Symone Araújo. Alex Carvalho levou à ANP questionamentos sobre o avanço das áreas da Margem Equatorial, as etapas ambientais necessárias para novos blocos e a necessidade de maior previsibilidade para que estados e setor produtivo possam se preparar para uma eventual expansão das atividades.
Durante o encontro, Symone Araujo explicou que existe uma etapa ambiental anterior à própria oferta dos blocos, uma manifestação conjunta envolvendo os Ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente. Essa manifestação serve de base para que determinadas áreas possam avançar no processo de inclusão em futuros leilões, e não deve ser confundida com o licenciamento ambiental específico de uma atividade de exploração ou produção, que ocorre posteriormente, a partir de um projeto apresentado pela empresa concessionária.

São mais de 50 blocos exploratórios na costa paraense, dos quais cinco deles já foram leiloados (BM-PAMA-3,BM-PAMA-8, BM-PAMA-8,PAMA-M-265_R11,PAMA-M-337_R11), e que não avançaram pela não liberação do licenciamento ambiental por parte do Ibama.
A ANP destacou ainda o desafio de ampliar as possibilidades exploratórias brasileiras diante da necessidade de reposição das reservas e da busca por novas fronteiras. Nesse cenário, a Margem Equatorial aparece como uma das áreas de interesse, mas o avanço dos projetos depende das diferentes etapas regulatórias e ambientais, hoje paralisadas.
Para Alex Carvalho, a discussão reforça a necessidade de planejamento antecipado. “São informações relevantes que colocarão o Pará de vez no jogo da Margem Equatorial, se colocando em posição ainda mais estratégica no avanço da campanha exploratória.” O presidente destacou que a preparação do Pará não pode começar apenas quando os investimentos já estiverem contratados, mas deve envolver desde agora infraestrutura, formação profissional, desenvolvimento de fornecedores e articulação institucional.
A agenda também dialoga com o trabalho do Comitê Estadual Intersetorial da Margem Equatorial, criado pelo Governo do Pará para reunir informações, estudos e propostas relacionados aos possíveis impactos e oportunidades decorrentes do desenvolvimento da atividade de óleo e gás, do qual a FIEPA faz parte. Alex Carvalho aproveita para fazer um apelo a entidades empresariais, lideranças políticas e demais envolvidos para que haja união semelhante a observada no Amapá, e assim sejam recuperados “tempo e território perdidos”.

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