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Indústria paraense inicia participação na COP30 com debates sobre sustentabilidade na mineração e economia circular

Atualizado: 11 de dez. de 2025



A 30° Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30, começou oficialmente nesta segunda-feira, 10, em Belém, e a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) está presente na Blue Zone (Zona Azul), palco oficial das negociações e dos pavilhões nacionais. No estande da Confederação Nacional da Indústria, a FIEPA realizou nesta segunda-feira, painéis sobre minerais estratégicos e economia circular. A programação faz parte da Jornada COP+, movimento liderado pela FIEPA pela transição justa na Amazônia brasileira. 


Tendo como foco a importância dos minerais estratégicos para a transição energética global e a promoção de boas práticas ambientais e sociais no setor de mineração, o painel “Minerais Estratégicos: da extração sustentável à geração de valor” discutiu o desenvolvimento sustentável na cadeia de valor dos minerais, ressaltou inovações tecnológicas e práticas ESG no setor mineral e enfatizou a relação entre mineração e preservação ambiental.


Durante o painel, Emerson Rocha, diretor executivo do Simineral, destacou a Carta Santarém, projeto que une setor produtivo, governo e academia em torno do fortalecimento da transparência e da governança ambiental da mineração na Amazônia. O diálogo contou com representantes de mineradoras que atuam na Amazônia: Bianca Cabral, coordenadora de Licenciamento Ambiental de Projetos e Exploração Mineral da OZ Minerals; Marco Braga, diretor do Programa Novo Carajás da Vale; e Anderson Baranov, CEO da Hydro. Eles destacaram novas abordagens ao desenvolvimento local em regiões mineradoras, práticas de mineração sustentável e seus desafios na região.


Incentivos para uma extração responsável e sustentável e a modernização do marco regulatório da mineração também estiveram em pauta. O Secretário Adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará, Rodolpho Zahluth Bastos, destacou a necessidade de priorizar o processo de licenciamento de minerais estratégicos importantes para a transição energética, sem mudanças nas normas de controle ambiental. 




Zahluth também ressaltou boas práticas do setor e a necessidade de mostrar para a sociedade a diferença entre mineração responsável e ilegal. “Um exemplo é a descarbonização do processo produtivo, a gente tem caldeiras de mineração que já estão usando biomassa e não mais combustível. Isso separa o que é a mineração mais responsável da mineração ilegal. Então, a gente precisa saber separar isso também do diálogo com a sociedade. Muitas vezes o que vem à tona é a mineração irregular, a mineração ilegal, que se resolve com outro instrumento de gestão, que é a fiscalização. A gente precisa divulgar para a sociedade essas diferenças para que o diálogo consiga avançar de forma concreta e positiva”, afirmou. O debate foi mediado por Cleide Pinheiro, CEO da Temple e assessora de relações governamentais da FIEPA.


Economia Circular em destaque


Durante a tarde, no estande da CNI, a Federação apresentou o painel "Economia Circular: transformando resíduos em recursos”, que discutiu como transformar resíduos em ativos econômicos, incentivando novos mercados e gerando benefícios sociais. Foram demonstradas iniciativas práticas de economia circular em diferentes setores, debatidas barreiras regulatórias e como superá-las, além da necessidade de promoção de parcerias entre governo, indústria e sociedade. 


Entre as principais discussões, os desafios do financiamento para um novo modelo econômico circular. Também foram apresentadas soluções que o setor industrial da Amazônia já vêm adotando. O vice-presidente Sênior de Sustentabilidade da Hydro, Eduardo Figueiredo, mostrou como a empresa tem mudado sua matriz energética, usando o caroço de açaí como combustível menos poluente. Celso Pedroso, CEO do Grupo Solvi, responsável pela Guamá Tratamento de Resíduos, empresa que administra o aterro sanitário da Região Metropolitana de Belém, abordou como o biogás e biometano, gerado a partir do resíduo orgânico, são uma grande solução para a gestão de resíduos sólidos no Brasil. “O caminho para evoluir é trazer cada vez mais tecnologia ao sistema. Hoje no Brasil, temos 240 mil m³ de biometano implantados. O próximo passo é a utilização para produção de Combustível Sustentável de Aviação, o SAF, e o hidrogênio verde”, pontuou.


Catarina Corrêa, gerente de Sustentabilidade e Assuntos Públicos da Bayer, mostrou como a empresa trabalha a reciclagem do plástico duro que vem da atividade agrícola, e destacou  os desafios de financiamento para projetos sustentáveis na agricultura, setor de atuação da empresa. “Quando a gente fala da agricultura regenerativa você só vai ver o resultado daqui a três anos, então existe uma dificuldade financeira, mas ao mesmo tempo a gente precisa ter o entendimento de como fazer isso sem cair no greenwashing”, pontuou. 


O financiamento verde também foi destaque da participação de Roberto Schwartz, diretor de crédito do Banco da Amazônia, que apresentou as opções de crédito verde do banco. “Precisamos qualificar a demanda que chega para o sistema financeiro, com alguns mecanismos, como assistência técnica e na forma de fazer projeto. Em paralelo, precisamos fomentar tecnologia, inovação e, para isso, todo ano o banco lança editais para financiar ciência”, ressaltou.


O painel foi moderado por Deryck Martins, presidente do Conselho de Meio Ambiente da FIEPA e coordenador técnico da Jornada COP+. “O objetivo foi levantar um pouco do tamanho dos desafios, mas principalmente as soluções que as indústrias têm implementado em seu processo produtivo para garantir que a gente consiga efetivamente tornar mais circular o modelo econômico hoje adotado, mudando aquela lógica linear. Conseguimos trazer vários exemplos de como a gente pode transformar a economia atual em uma economia circular”, ressaltou o coordenador.


Blue Zone - Localizada no Parque da Cidade, a zona azul é o espaço onde são definidos os rumos das políticas climáticas internacionais. Na COP30, a Zona Azul reúne países, organizações credenciadas e Organizações Não Governamentais (ONG's) em programações de diálogo, apresentação de projetos, estratégias e soluções para a agenda climática. É o espaço em que o interesse diplomático global é centrado em respostas concretas para o meio ambiente. 


No estande da CNI, a FIEPA também realiza o painel “Energias Renováveis: Desafios e Oportunidades para a Amazônia” nesta terça-feira, 11, às 13h20. Na quarta-feira, 19, a Federação estará presente no estande Business Finland, com o painel “Mulheres Globais” às 11h; e no Pavilhão Brasil, às 13h45 com o painel “A rastreabilidade como pilar para o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, realizado pela Jornada COP+. A programação da FIEPA na Blue Zone segue até a quinta-feira, 20, com três painéis no estande da CNI: “A importância da Descarbonização na Indústria da Amazônia”, às 10h; “Economia de Baixo Carbono: Caminhos para uma Amazônia Sustentável” às 11h; e “A Jornada da COP e o Caminho para uma Economia de Baixo Carbono”, às 12h. 


Presença na Green Zone - A Jornada COP+ também será apresentada no Pavilhão Pará, principal espaço de representação na Green Zone (Zona Verde) da Conferência. O movimento estará presente com os painéis “Jornada COP+ e indústria, rumo a uma nova agenda econômica, social e ambiental na Amazônia Brasileira”, nesta quarta-feira, 12; e "Bioeconomia e Transição Energética Justa: O Potencial da Biomassa na Descarbonização da Indústria Amazônica", na sexta–feira, 14. As programações apresentarão os resultados e estratégias do movimento, evidenciando avanços em transição energética, rastreabilidade das cadeias produtivas, atração de investimentos verdes e valorização do protagonismo de mulheres e povos tradicionais.



Texto por Mayra Leal.

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