MCTI e SENAI lançam programa nacional de bioinformática durante a COP30
- marialuiza9513
- 12 de nov. de 2025
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Uma parceria estratégica entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o SENAI Departamento Nacional foi anunciada, nesta quarta-feira (12), no estande da Confederação Nacional da Indústria (CNI), no pavilhão da Blue Zone da COP30, em Belém.
O Programa Prioritário de Interesse Nacional em Bioinformática (PPI BioinfoBR) foi criado com o foco de estruturar um sistema nacional de bioinformática aplicada à indústria, para fortalecer a liderança do Brasil em bioeconomia e promover inovação sustentável em setores como agroindústria, saúde, energia, biotecnologia e alimentos.
Em representação à CNI, Alex Carvalho, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), destacou o impacto positivo do projeto. “Essa parceria é uma grande iniciativa que vai acelerar processos de inovação tecnológica e digitalização da indústria brasileira. A bioinformática pode alavancar novos eixos de desenvolvimento e pesquisa aplicada, além de descentralizar os ecossistemas de inovação, hoje muito concentrados no Sul e Sudeste. Estamos no caminho certo”, afirmou.
De acordo com a ministra do MCTI, Luciana Santos, o programa é parte de uma visão mais ampla que une ciência, tecnologia e indústria em prol da inclusão social e do desenvolvimento sustentável.
“Atingimos a meta de reduzir o desmatamento na Amazônia em 50% em três anos. Esse resultado é fruto do investimento em ciência, tecnologia e inteligência nacional”, destacou. Luciana também anunciou investimentos que vão ampliar em 30% a cobertura de saneamento básico em Belém, medida que, segundo ela, será um legado concreto da COP30 para a capital paraense. “A melhoria do saneamento é uma prioridade e está diretamente ligada ao bem-estar e à saúde da população”, pontuou a ministra.
O PPI BioinfoBR será implementado de forma integrada, promovendo pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), formação profissional e cooperação internacional, com o objetivo de ampliar a competitividade brasileira em cadeias estratégicas e garantir soberania tecnológica em áreas críticas para a transição ecológica e energética do país.






