Mini Residência do Vestir Amazônia inicia programação com foco em criatividade, sustentabilidade e economia circular
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Começou nesta segunda-feira (13) a Mini Residência Artística do Vestir Amazônia, iniciativa do SESI Pará com apoio do Conselho Nacional do SESI, por meio do Edital Conexão SESI 2026. A programação segue até o dia 20 de julho, reunindo costureiros(as), designers, profissionais do vestuário e áreas afins em uma imersão voltada à formação, pesquisa e criação coletiva.
Para a gerente executiva de Cultura do SESI Pará, Ana Cláudia Moraes, a residência amplia as possibilidades da moda como ferramenta de transformação social e valorização da identidade amazônica. "O Vestir Amazônia nasce do encontro entre cultura, indústria e sustentabilidade. Mais do que criar uma coleção, queremos fortalecer talentos, estimular novos olhares para a moda produzida na região e mostrar que a criatividade amazônica pode gerar impacto cultural, social e econômico”, disse.

Realizada na Casa SESI Indústria Criativa e no Polo de Vestuário do SENAI Pará, a residência propõe uma imersão em processos criativos que unem moda, cultura, sustentabilidade e economia circular. Ao longo de cinco dias, os participantes desenvolverão uma coleção autoral inspirada na história e na arquitetura da própria Casa SESI Indústria Criativa, valorizando a identidade amazônica por meio do reaproveitamento de materiais e de práticas inovadoras.
O professor e historiador Michel Pinho destaca que o contato com a história do espaço é fundamental para enriquecer o processo criativo dos participantes. "Pensar sobre o processo de criatividade e sobre o processo histórico é fundamental, porque isso gera identidade e pertencimento. Quando as pessoas saem daqui imaginando como era essa casa, quais são os seus detalhes, como ela se organizava e como ela existe hoje, elas estão pensando um pouco no próprio processo da nossa formação cidadã. Construir isso para a Amazônia é deixar a região viva em um outro lugar, que é o lugar da criatividade", comentou.

As peças produzidas durante a residência integrarão o desfile e, posteriormente, a exposição Vestir Amazônia, prevista para agosto de 2026. A diretora da FIEPA, Priscilla Vieira, destaca o potencial da iniciativa para impulsionar a economia criativa e fortalecer a indústria da moda no estado. "Nós temos uma força gigante e a Amazônia é um local de muita inspiração. Ver todas essas pessoas sedentas por conhecimento, querendo mostrar seu potencial criativo e transformar isso em produto, nos permite movimentar a economia circular e criar conexões com a indústria têxtil. O meu sonho é ver a criatividade da nossa região virar negócio, gerando valor, renda e transformando a realidade local”, falou.

O Vestir Amazônia busca fortalecer a economia criativa, incentivar a formação profissional e ampliar as oportunidades para a cadeia produtiva da moda no Pará, aproximando talentos, indústria e cultura em torno de um fazer mais sustentável e inovador.



