Sindicato apresenta móveis feitos de madeira reaproveitada, resíduos têxteis e borra de açaí na FIPA 2026
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O que antes era visto como um problema ambiental começa a ganhar valor econômico na indústria paraense. Resíduos da cadeia têxtil, borra de açaí e sobras de madeira estão sendo transformados em componentes para móveis desenvolvidos por empresas associadas ao Sindicato das Indústrias de Marcenarias e do Mobiliário do Estado do Pará (Sindmóveis-PA). Uma pequena mostra de produtos pode ser vista no estande da entidade na Feira da Indústria, no Hangar, em Belém.
A iniciativa une diferentes setores produtivos, instituições de pesquisa e o Sistema Fiepa em busca de soluções sustentáveis e escaláveis para o aproveitamento de materiais que antes eram descartados.
“Antes, os resíduos não eram vistos como atividade econômica, eram vistos como problema. Hoje estamos construindo soluções sustentáveis. A COP 30 deixou esse legado, a identificação da geração de resíduos e a busca por soluções de reaproveitamento”, avalia o presidente do Sindmóveis, Marcos Martins.
Com a nova forma de pensar os resíduos, a integração sindical ficou mais evidente: uma indústria fornece o material (resíduo), outra reaproveita e conta com o apoio do Sistema FIEPA, especialmente por meio do SENAI com capacitações voltadas para a confecção do mobiliário, e da tecnologia disponível em institutos de ciência e tecnologia.

“Uma empresa da área têxtil, que é nossa parceira, descarta, mensalmente, 500 toneladas de resíduos, os quais são fornecidos para esse trabalho, agora. Claro que ainda existem desafios, como dar escalabilidade para o novo produto”, pontua Marcos, explicando que para cada tipo de resíduo é necessária uma tecnologia específica.
Entre os produtos já testados e expostos no estande do Sindmóveis estão cadeiras feitas com juta - fibra têxtil vegetal -, sobras de madeira, e há uma mesa feita com madeira e calota de carro. A ideia é conseguir fechar parceria público-privada para levar novas cadeiras a escolas públicas.
“A cadeira é a mais utilizada e o governo necessita de uma quantidade alta para levar às escolas do estado inteiro. Muitas das cadeiras hoje existentes precisam de reformas, então nós temos a solução, agora com materiais reaproveitados. Sabemos que há demanda, só precisamos de empresas que incorporem a iniciativa, e a FIPA é uma ótima oportunidade para apresentar a nossa solução à indústria”, relata Martins.






