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Tecnologia paraense é solução para os períodos de cheia nos rios

Tecnologia paraense é solução para os períodos de cheia nos rios

Tecnologia paraense é solução para os períodos de cheia nos rios

Uma grande solução tecnológica para a sazonalidade dos rios, criada aqui mesmo no Pará, começa a ganhar forma. Trata-se da Casa de Várzea, uma habitação tipo palafita, muito comum nessa região, mas que devido a um sistema de elevação hidráulica natural, acompanha o movimento de enchentes dos rios. Desenvolvido pela empresa Várzea Sustentabilidade, o projeto tem o aval da ONU e conta com o apoio do Sistema FIEPA, Governo do Estado, Biotec Amazônia e PCT Guamá.

Idealizador do projeto, o engenheiro José Coelho explica que a estrutura requer uma montagem e que a primeira delas, que abrigará uma escola da Secretaria Estadual de Educação (SEDUC), só atrasou por conta da pandemia, mas que os trabalhos devem ser retomados na segunda quinzena de janeiro, de acordo com novo cronograma do Governo do Estado.

José Coelho conta que ele mesmo, criado em Juruti, oeste paraense, viveu a realidade de ter que abandonar sua casa no período de seis meses de cheia dos rios. E ao cursar engenharia, surgiu a ideia de fazer uma habitação que se elevasse durante as cheias.

Casa de Várzea

Feita com madeira biossintética, a casa é produzida a partir da reciclagem de polietileno, um tipo de plástico usado na indústria de embalagem. José Coelho explica que o espaço é sustentável, utilizando energia solar e também recirculando a água retirada do rio, que é devolvida limpa para a sua fonte de origem. Além disso, diz ele, a estrutura afasta mosquitos transmissores de doenças. “A madeira usada já vem com essência de andiroba, que é um repelente natural”, observa o engenheiro.

Grande incentivador do projeto, o presidente do Sistema FIEPA, José Conrado Santos, lembra que a Casa de Várzea foi exposta e figurou como um dos grandes destaques da última edição da Feira da Indústria do Pará (FIPA) em 2018. De acordo com ele, o projeto é uma solução para a educação, mas tem também potencial para resolver problemas de outros setores, como é o caso do turismo em locais como Alter do Chão, que tem suas atividades prejudicadas no período de cheia dos rios. “É um trabalho de pesquisa de longos anos e que vejo agora com muita satisfação ser concretizado. Aqui eu deixo meus parabéns ao governador Helder Barbalho, que demonstra ao incentivar esse projeto que conhece bem os nossos rios. Este é um projeto que pode estar integrado a outras iniciativas tanto do governo Federal quanto do Governo Estadual e tenho certeza de que quando o mundo tomar conhecimento dessa tecnologia, será um produto de exportação legitimamente paraense”, finaliza o presidente do Sistema FIEPA.

 

 


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