Da mineração ao pãozinho: indústrias paraenses destacam oportunidades durante a FIPA 2026
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Sindicatos de diversos segmentos participam da XVII Feira da Indústria e falam sobre o desenvolvimento de seus setores no cenário atual

A diversidade da indústria paraense está representada na XVII Feira da Indústria do Pará (FIPA 2026) por sindicatos que atuam em setores fundamentais da economia estadual. Da mineração à panificação, passando pela indústria madeireira, química, moveleira, energética, as entidades reforçaram a importância da representação sindical para impulsionar competitividade, inovação e desenvolvimento sustentável.
Muitos dos sindicatos presentes ultrapassaram o papel de representação de empresas de um determinado segmento e hoje atuam como interlocutores entre setores, poder público e sociedade utilizando a inovação ao seu favor.
É o caso do Sindicato das Indústrias de Marcenarias e do Mobiliário do Estado do Pará (Sindimóveis), que está presente desde a primeira edição da FIPA, e participa em um stand colaborativo com cinco associados. Para o espaço, a entidade apresenta novidades alinhadas com a temática do evento com mobiliários feitos com reaproveitamento de resíduos têxtil, de borra de açaí e madeira reaproveitada.
“A FIPA é uma vitrine para os empresários. O networking é intenso, desde o congresso, até a feira em si, para fornecedores, parceiros, e venda”, diz o presidente do Sindimóveis, Marcos Martins.
O presidente do Sindicato dos Produtores de Cana, Açúcar e Álcool do Maranhão e do Pará (Sindicanalcool), Milton Campelo, diz que é a primeira vez que a entidade participa da feira e que tem atingido seu objetivo no evento.
“Temos encontros diários com steakholders importantes para o nosso segmento, o que gera repercussão com nossos associados e queremos ter essa aproximação com o consumidor, porque entendemos que nosso setor é relevante, mas muitas vezes invisível pela falta de percepção social sobre a produção de biocombustíveis, e aqui estamos conseguindo essa conexão”.
Um dos stands que mais tem chamado atenção é o do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado do Pará (Sindipan), que apresenta diversos produtos da área com produtos da padaria Assis, que é uma das maiores indústrias do trigo no Pará, e distribuidora de pães, salgados, bolos, doces.
É a segunda vez que o Sindipan está presente na FIPA e o presidente, Alex Batista, diz que a feira traz visibilidade para o setor. “É uma ótima oportunidade para o sindicato, para que as pessoas vejam que o sindicato abre muitas portas para os empresários da panificação, e também é bom para o consumidor final para que entenda o quão é importante a indústria no Pará”.
Outro segmento presente na FIPA é o Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos, Farmacêuticos e de Perfumaria (Sinquifarma), que está expondo produtos de 12 empresas do setor. “Estamos divulgando de maneira confiável, interagindo com o possível comprador, com um fornecedor, com a mídia, e nada melhor do que uma feira da indústria para isso”, diz a vice-presidente do sindicato, Fátima Chamma.
Indústria e setor mineral
O Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral) participa de mais uma edição da FIPA, reforçando seu compromisso com o fortalecimento da indústria paraense e do setor mineral. Neste ano, o sindicato integra a "Casa da Mineração", espaço compartilhado com o Instituto Brasileiro de Mineração, ampliando a conexão entre as entidades representativas da mineração brasileira e promovendo um ambiente de diálogo, relacionamento e troca de experiências.
Entre os destaques desta edição está a ativação da Carta Santarém, iniciativa que amplia a divulgação das propostas e discussões voltadas ao futuro da mineração e ao desenvolvimento do estado. O espaço também conta com um quiz interativo, que aproxima o público do universo da mineração de forma leve e educativa. Os participantes podem responder perguntas sobre o setor e concorrer a brindes ao longo da programação da feira.
Além disso, a Casa da Mineração será um ponto de encontro para lideranças empresariais, representantes da indústria, autoridades e demais participantes da FIPA, fortalecendo o diálogo sobre temas estratégicos para o desenvolvimento econômico e industrial do Pará.
Desafios e perspectivas
Na FIPA, os setores também conversam sobre os desafios a serem enfrentados no estado. Um empasse comum é regularização fundiária, formalização em alguns setores, qualificação de mão de obra, tecnologia, legislação, logística, e custos na região.
Já quando se trata de perspectiva, os setores, mesmo que diversos, estão otimistas. “A indústria paraense sempre se destaca em relação ao Brasil, temos potenciais que são únicos, como a floresta, temos 70% da cobertura florestal ainda intacta no Pará, temos o Porto de Vila do Conde que permite a saída de produtos industrializados para a maior parte do mundo, temos condições de expansão, principalmente ela economia rural, pela quantidade de território, condições climáticas, podemos ampliar a agricultura, temos a soja, a indústria mineral forte, da carne, temos um potencial de crescimento imenso e, superando entraves, vamos ter um ambiente de negócios muito mais favorável”, prevê o diretor executivo da Aimex, Deryck Martins.
O setor moveleiro está crescendo, segundo o presidente do Sinduscon. “A COP 30 trouxe um olhar para o que muitos já faziam e que hoje têm consciência de que é inovação, e que é viável, inclusive de sair do artesanal para a indústria”.
“O setor da mineração segue entre as principais atividades econômicas do estado, contribuindo para a geração de empregos, renda, arrecadação e desenvolvimento industrial, além de acompanhar as oportunidades relacionadas à crescente demanda por minerais estratégicos”, diz o presidente executivo do Simineral, Emerson Rocha.
Embora atuem em segmentos distintos, os sindicatos compartilham um objetivo comum: fortalecer a indústria paraense, ampliar a competitividade das empresas e contribuir para um modelo de desenvolvimento capaz de gerar emprego, renda e oportunidades para a população.
A XVII FIPA é uma realização do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA), em parceria com Sebrae e patrocínio das empresas Hydro, Vale, Alcoa, Prefeitura de Barcarena, Sicredi, Elis Circular, Ligga e Mineração Rio do Norte (MRN); com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma), Agropalma, Cargill, Coca-Cola, Hidrovias do Brasil, Saint-Gobain, Suzano, Águas do Pará e apoio cultural da Equatorial Energia.






