FIEPA reúne lideranças para discutir avanço do biodiesel e futuro da matriz energética brasileira
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O Sistema FIEPA sediou, nesta quinta-feira (9), uma reunião técnica para debater o futuro do biodiesel e a consolidação da matriz energética brasileira. O evento, realizado em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), reuniu lideranças institucionais, especialistas e autoridades para discutir também a implementação da Lei do Combustível do Futuro e o papel do Pará como protagonista na transição energética global.
A programação focou na descarbonização e na redução da dependência de fontes fósseis, agendas que ganharam urgência após a COP 30. O debate ocorre em um momento em que o Governo Federal determinou, no final de 2025, a criação de um "Mapa do Caminho" para uma transição energética justa, integrando tecnologias como biodiesel, SAF (combustível sustentável de aviação), biometano e etanol.
Para o presidente da FIEPA, Alex Carvalho, o evento reforça o compromisso da Federação em transformar o Pará em um polo de produtos manufaturados de alto valor agregado. "Esta casa se coloca como um agente de transformação. Se almejamos transformar o Estado do Pará em um polo industrial, devemos incentivar as indústrias existentes e trabalhar para que permaneçam aqui", afirmou Carvalho.
Regularidade Ambiental e Rastreabilidade
A atuação do Estado na garantia da segurança jurídica e ambiental foi o ponto central da fala de Rodolpho Zahluth, titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Ele detalhou acordos de cooperação técnica que visam regularizar propriedades rurais de fornecedores, garantindo o compliance das grandes indústrias.
"O setor ganha com o atestado de regularidade e rastreabilidade da cadeia. A ideia é que a gente faça cada vez mais esses mutirões temáticos e setoriais. O proprietário também ganha ao receber esse pacote de regularidade, permitindo que avance com financiamentos para aumentar a produção", explicou Zahluth.
Carlos Xavier, presidente da FAEPA, apresentou dados que colocam o estado em posição de vantagem competitiva global, citando a disponibilidade de território antropizado, estabilidade climática e abundância de água doce.
"Temos território, estabilidade climática e 3,2% da água doce superficial do mundo. Temos tudo para ser o primeiro em desenvolvimento. A palma de óleo, por exemplo, somos o primeiro produtor do Brasil e não temos dúvida de que sairemos das Américas", destacou Xavier, enfatizando a importância de parcerias para superar gargalos socioeconômicos.
A necessidade de uma política integrada foi defendida por Ziraldo Santos, especialista em transição energética. Segundo ele, o setor produtivo deve liderar a construção de metas claras para o país.
"O que existe muito no Brasil é uma abordagem setorial, mas não havia uma abordagem sistêmica com um norte. Esse é o papel do Mapa do Caminho. A coalizão se conecta a essa discussão porque quem entende do setor são as entidades", pontuou Silva.
No âmbito operacional, Leonardo Zilio, diretor de relações institucionais e sustentabilidade da Oleoplan, ressaltou o rigor técnico do biodiesel brasileiro, que hoje possui especificações de qualidade superiores aos padrões internacionais em parâmetros como teor de água e estabilidade de oxidação.
"O Brasil hoje tem uma das especificações mais rigorosas do mundo. O biodiesel, para sair da usina, passa por vários testes de qualidade. É fundamental garantir o compliance fiscal e a integridade do produto para que haja concorrência em pé de igualdade entre todos os atores", concluiu Zilio.









