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Impacto das tarifas americanas às exportações paraenses será moderado, indicam estudos da FIEPA

  • 1 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Um levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Pará (FIEPA), por meio do Centro Internacional de Negócios (FIEPA CIN) e pelo Observatório da Indústria do Pará, estima que, apesar da nova tarifa adicional de até 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, oficializada na última quarta-feira (30), o impacto direto nas exportações paraenses será moderado. Isso porque o governo norte-americano concedeu quase 700 exceções à lista de itens sujeitos à sobretaxa, incluindo os principais produtos que o Pará comercializa com o mercado estadunidense.


Segundo as estimativas, entre os 10 produtos mais exportados pelo Pará aos Estados Unidos, sete serão totalmente isentos das tarifas adicionais de 40%. É o caso da alumina calcinada, responsável por 32,1% da pauta exportadora paraense com os EUA, e de itens como ferro fundido bruto (14,9%), alumínio não ligado (5,46%), outros silícios (4,75%), bulhão dourado [bullion doré] (3,21%) e ferro-níquel (3,05%). O segmento de sucos de frutas terá aplicação parcial, enquanto o hidróxido de alumínio, sebo bovino fundido e madeiras tropicais perfilada foram incluídos integralmente na taxação.


Considerando apenas os produtos efetivamente afetados, a estimativa é que o impacto sobre o volume exportado do Pará aos EUA seja de 20,1%, o que corresponde a uma retração de 1,1% nas exportações totais do Estado.


O estudo desenvolvido pela FIEPA mostra que em um cenário com isenções, a queda nas exportações totais paraenses deve ser de 1,16%, resultando em uma retração de R$ 403 milhões no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Com isso, a projeção de crescimento do PIB para 2025 cairia de 3,5% para 3,38%, o que representa uma redução de 3,31% sobre a expectativa inicial.


Já em um cenário mais severo, com a taxação total de todos os produtos exportados para os EUA, a queda nas exportações chegaria a -2,81%, com impacto estimado de US$ 306 milhões. Essa retração provocaria uma perda de R$ 973 milhões no PIB estadual e uma redução de 8% na projeção de crescimento econômico para 2025, que passaria de 3,5% para 3,22%.



Alex Carvalho, presidente da FIEPA, reforça que, embora os efeitos imediatos sobre o comércio exterior e o PIB estadual estejam parcialmente mitigados pelas isenções, o movimento do governo americano é um alerta para os riscos associados à cadeia produtiva do Estado.


“Apesar das estimativas indicarem um impacto expressivo com a lista de isenções, a indústria paraense permanece em alerta. A preocupação vai além das questões econômicas, há uma atenção especial aos impactos sociais. Precisamos compreender melhor, mesmo dentro desses 20% de itens que não foram isentos, como isso vai se refletir na geração de empregos e no número de empresas afetadas. Algumas dessas empresas têm quase 100% de suas exportações concentradas justamente nos produtos que continuam sendo tarifados”, destacou o presidente.

 

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