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Em webinar, especialistas falam sobre o mercado de pesca e aquicultura no Pará

Em webinar, especialistas falam sobre o mercado de pesca e aquicultura no Pará

Em webinar, especialistas falam sobre o mercado de pesca e aquicultura no Pará

Tratar das oportunidades de desenvolvimento na pesca e na aquicultura é o principal objetivo do webinar produzido pela REDES, iniciativa da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), que será realizado nesta quarta-feira (23), a partir das 19h30, no canal da entidade no YouTube. O evento online conta com o apoio da Norte Energia, sendo uma das ações do termo de cooperação firmado com a REDES para o Desenvolvimento e Fortalecimento da Cadeia do Pescado na região do Xingu. O webinar terá a participação do doutor em ciência animal Marcos Brabo, docente da Universidade Federal do Pará (UFPA) e do consultor da REDES, engenheiro florestal Wallacy Barreto.

Um estudo desenvolvido pela REDES/FIEPA mostra os números do mercado de pescado no Pará. Em 2011, a produção pesqueira do Estado foi de 142,9 mil toneladas, com 87,5 mil toneladas advindas de ambiente marinho e 55,4 mil toneladas de ambiente dulcícola. Este volume de desembarque rendeu ao Pará a primeira posição no ranking nacional de pescado oriundo do extrativismo, condição mantida há um longo período, de acordo com as estatísticas oficiais.

Já a produção aquícola do Pará, em 2016, foi de 13 mil toneladas, sendo 12,9 mil toneladas da piscicultura continental, 60 toneladas da carcinicultura marinha e 41,8 toneladas da ostreicultura. Esses números posicionam o Estado em 12° lugar no ranking nacional de produção aquícola, colocação muito aquém de seu potencial hídrico, climático e mercadológico. No que diz respeito às espécies, o tambaqui, a pirapitinga, a tambatinga, o tambacu, a tilápia, o pirarucu, o piauçu, o curimatã, o matrinxã e o pintado amazônico são as mais adotadas nos empreendimentos.

Segundo o engenheiro florestal Wallacy Barreto, mediador do debate, o webinar estará focado nas oportunidades na pesca e aquicultura, contextualizando para a realidade da região do Xingu. “É importante incorporar as especificidades locais e tratar desses temas para aprofundarmos as discussões de maneira prática. O Pará é um grande consumidor de pescado, mas não é um grande produtor. Em muitos municípios do Xingu é comum encontrarmos pescado de Estados vizinhos, como Maranhão, então acredito que temos grandes oportunidades que não estão sendo aproveitadas da melhor forma”, pontuou. 

O especialista também destaca que é preciso entender, por exemplo, por que o peixe do Maranhão é competitivo o suficiente para chegar até o Pará e ser comercializado a um preço atrativo. "Temos um grande dever de casa para mudar esse cenário. No webinar, espero explorar esses cenários e elucidar os caminhos para desenvolvimento das atividades", finalizou o engenheiro.


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